Casa da Demetria - 11h00 da noite
— Quer mesmo saber?
— Sim. — Sussurrou.
— Eu me lembrei do meu paciente hoje cedo, quer dizer... ele não é tecnicamente meu paciente, mas o pai dele pediu que eu o ajudasse. — Demi suspirou.
— O que esse cara fez para merecer ficar nos seus preciosos pensamentos?
— Isso. — Demi partiu o abraço e mostrou os pulsos. — Ele tentou desistir! — Ela passou uma das mãos pelos cabelos. — Eu me sinto na obrigação de fazer alguma coisa por ele.
— Você vai fazer, sempre faz. — Wilmer sorriu. — Lembre-se: tenha paciência.
— Obrigado por acreditar em mim.
— Não precisa agradecer, querida. — Wilmer beijou sua testa. — Sinto muito ter de deixa-la sozinha essa noite, mas eu realmente preciso voltar.
— Não precisa se desculpar, eu vou ficar bem.
— Tem certeza?
— Absoluta, agora venha... vou acompanha-lo até a porta.
xx
— Meu coração ficando mais frio com o passar dos dias e eu daria a minha alma para ter a chance de vê-la. Mas tudo que eu vejo é escuro e triste... Eu estou ficando louco, louco, louco! — Demi se sentou na cama e tentou dizer algo, mas as palavras não saíram. Aquilo era lindo! — Eu acabei de inventar isso pra vadia da minha ex-noiva, acredita? Sou ou pelo menos era um professor de filosofia.
— Isso foi lindo e você me deixou sem palavras.
— Não sei o motivo de ter ligado, desculpe.
— Esta tudo bem.
— Mentira, eu sei sim. — Joe riu. — Eu sai de casa.
— Como assim saiu de casa?!
— Aquela casa está uma droga, sério. Meus pais só sabem falar de coisas especiais para cegos que eles compraram pra mim na internet e isso me deixou irritado.
— A melhor coisa a ser feita é conversar e...
— Sem teorias agora, doutora!
— Onde você esta?
— Quer mesmo saber?
— Quero!
— No telhado da minha casa. — Ele riu.
— Meu Deus, você me assustou! — Demi riu.
— Posso saber o motivo de tanta preocupação? Você nem me conhece.
— Sim, eu conheço você. — Um breve silêncio. — Como conseguiu me ligar?
— Meus pais compraram um celular adaptado pra mim e decidi arriscar para ver quem estava na minha lista de contatos.
— Se eu não tivesse dito alô como poderia saber que era eu?
— Ninguém atende o telefone e espera que a pessoa que esteja ligando diga alô, isso é uma especie de lei.
— Eu quebro leis, Joseph.
— Uau. — Excitante. — Pensou ele.
— Filosofia? Confesso que estou surpresa.
— O que pensou que eu fosse?
— Não costumo julgar as pessoas.
— Não é uma questão de julgar e sim ponto de vista. Anda, diga-me o que pensou de mim.
— Pensei que era um tatuador.
— Tatuador?
— Você tem muitos desenhos no braço.
— Eu gosto de tatuagens.
— Percebi. — Demi riu.
— Você ri demais, sabia?
— Quem pode me julgar por ser uma mulher feliz? — Demi sentou-se na cama. — Agora é sua vez.
— Minha vez de fazer o que?
— Diga-me qual foi sua primeira impressão de mim.
— Acho que está meio obvio, não é mesmo?
— Não pra mim, o que os outros pensam de mim nem sempre é da minha conta, porém dessa vez me interessa.
— Se você insiste. — Joe suspirou. — Pensei que fosse como todos os outros psicólogos, sabe? Gente que diz tudo o que se deve e o que não se deve fazer, mas depois percebi que estava errado. Você é paciente, simpática... gostei de conversar com você. — Demi sorriu.
— Obrigado, você é um cara muito gentil.
— Sim. — Joe disse de repente.
— Sim?
— Eu aceito participar do seu grupo, mas nada de mandar em mim ou coisa do tipo.
— Obrigado pela confiança, você não vai se arrepender.
— Assim espero. — O celular de Demi apitou e isso significava que havia outra ligação.
— Preciso desligar agora, minha filha está me ligando.
— Oh sim, pode ir. Foi muito bom conversar com você, obrigado.
— Que isso, sempre que precisar pode me ligar. — Joe riu baixinho, ele era boa demais para ser verdade.
— Adeus.
— Até sábado, 15h00 em ponto... Medical City Hospital.
— Boa noite, Demi.
— Boa noite, Joseph. — Ela desligou, atendeu a uma nova ligação e como previa era Sarah.
— Alô, mamãe?
— Oi meu amor, como você está?
— Estou bem, mas tira o celular do ouvido... é uma chamada de video. — Demi riu e encarrou o celular. Sarah estava usando uma faixa lilas na cabeça escrito "Violetta Live - I Was!" e uma jardineira jeans. — Papai me levou no show da Violetta! — Ela disse de forma eufórica.
— Eu percebi, essa sua faixa é muito fofa. — Demi sorriu.
— Obrigado, comprei muita coisa lá.
— Ela quase me faliu! — Ed pulou na cama e Sarah acabou deixando o celular cair.
— PAPAI, PARA! — A garotinha disse brava.
— Desculpe-me. — Ed pegou o aparelho. — Oi querida. — Demi riu histericamente ao ver que o cabelo de Ed estava roxo!
— Oi, o que você fez no cabelo?
— Culpa é da nossa filha, ainda bem que isso sai com água. — Ele sorriu. — Pelo menos era o que dizia na caixinha. — Fez careta. — Como você esta?
— Estou bem.
— ALOÔ, EU ESTOU AQUI! — Sarah ergueu os dois braços e balançou-os. Ed riu e se sentou ao lado dela.
— Pronto, agora sua mãe pode ver nos dois.
— Onde havia parado, mesmo?
— A parte onde ela quase te faliu.
— Oh sim, eu comprei: o diário oficial da Violetta, blusas, pulseiras, anéis, brincos... eu quase comprei a Martina especialmente para nossa filha. — Demi riu.
— Eu conheci ela, mãe!
— É hoje que ela não dorme. — Ed balançou a cabeça e Demi riu novamente.
— Como foi, princesa?
— Ah, ela me abraçou e disse que sou muito bonita. — Sarah sorriu. — Foi muito fofo ela dizendo "yo te amo".
— Fico feliz que tenha realizado esse sonho. — Demi sorriu. — Obrigado por leva-la Ed, significa muito.
— Não precisa agradecer, mas faltou você.
— É mesmo, você poderia ter ficado mamãe.
— Não, eu não poderia. Tenho muito trabalho a ser feito, pessoas dependem de mim. — Eles assentiram. — Quando você volta pra casa?
— Em dois ou três dias, estamos nos divertindo muito. — Ed respondeu e sorriu.
— Eu fico muito feliz em saber, mas quero minha filha de volta. — Ela disse brincalhona e bocejou.
— Diga "tchau" Sarah, sua mãe precisa descansar.
— Que nada, eu estou bem.
— Tchau mamãe, eu amo muito você.
— Tudo bem... também te amo, meu amor.
— Boa noite, Demi.
— Boa noite, Edward e vê se dá um jeito nesse seu cabelo. — Eles riram e ela desligou.
xx
— Não sei, cutuque ele.
— Eu não, cutuque você
— Paul!
— Denise!
— Eu estou ouvindo essa briga sussurrada de vocês, sabiam?
— Então, você não estava dormindo?
— Estava, mas acordei ainda pouco.
— Saia dai, pode ser perigoso.
— Eu estou bem aqui.
— Ficamos preocupados com você.
— Não fiquem, eu vou descer logo.
— Volto daqui 10 minutos para saber se você desceu. — Paul avisou e saiu juntamente com Denise.
— Não há janelas nesse farol , sem respostas para as perguntas... Longe de ser encontrado, ser descoberto. Através da névoa, estou preso... — Ele suspirou. — Meu Deus! preciso aprender a escrever nessas condições, caso contrário vou ficar louco! — Disse baixinho para si mesmo e depois entrou novamente pra dentro de casa.
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aquele é o body do joe nessa fanfic #tatuado. quem ai aprovou? eu super aprovei e adivinhem de quem é esse corpo sedutor? adam levine, moças. nesse capítulo eu me inspirei na musica do joe chamada lighthouse <3 é a minha musica favorita do álbum fast life. se preparem pq ele vai falar coisas bem fodas! e ai, gostaram do capítulo? eu gostei, principalmente a parte que o cabelo do ed está roxo! kk respostas | aqui |
BJOS E ATÉ O PRÓXIMO MEU POVO E MINHA POVA :)

oh baby me leva, me leva' que o futuro nos espera...



