22/12/2014

Capítulo 3

230, JÉSSICA ESTA D-E-S-M-A-I-A-D-A! 

image


          Demi se divertiu com o filho e com seus pais, por um breve momento ela se esqueceu da loucura em que havia se metido. Mas quando voltou para casa, aquela angustia voltou e respirar fundo não estava ajudando! O cheiro dele parecia estar por todo canto e ela não tinha para onde fugir. Ariel percebeu o quão estranha ela estava e não exitou em perguntar-lhe o motivo. — O que houve, mamãe? Você esta tensa. — Demi analisou a expressão preocupada do garoto e suspirou. 
— Seu pai esteve aqui em casa.
— Ele não é meu pai! — Ariel disse com firmeza, os olhos brilharam por causa das lágrimas que queriam descer. Droga!
— Bem, ele veio me pedir ajuda. — Ela media as palavras e tentava manter a calma. 
— Você não fez isso, fez? — O silêncio de Demi bastou. — Como pode?!

— Ariel, não estou fazendo isso por ele.
— Por quem, então?!
— Seu avô. — Ele ficou em silêncio. — Sinto muito ter tomado essa decisão sem você estar aqui, mas foi melhor assim. 
— Significa que vou vê-lo?
— Sim e vamos ter de conviver juntos como se fossemos uma família. — Ariel arregalou os olhos. 
— Mãe, isso é... coisa demais!
— Vai passar rápido eu prometo, sei que é uma loucura, mas eu amo seu avô e não suportaria destruir o sonho dele. — Demi abaixou a cabeça e tentou não chorar, mas foi impossível. — Nunca faria algo para nos prejudicar... sei onde estou pisando, pequeno. Eu só preciso que confie em mim, o.k? Vai dar tudo certo, vamos ficar bem. — Ariel levantou-se de seu lugar na mesa onde jantavam e foi abraçar-lhe. Ele sabia que Demi nunca se perdoara por tudo, no fundo ele sabia. 

— Tudo bem, mamãe. — Beijou-lhe as bochechas. — Eu confio em você, o.k? O meu problema é ele! Não tem como fingir ser filho daquele homem. 
— Ariel, por favor... não fale assim.
— Mamãe, ele teria de me dar um bom motivo para isso... tudo isso! Essas mentiras.
— E se, ele quisesse concertar as coisas?
— Ele já começou da forma errada. — Ele suspirou e olhou para a mãe. — Eu tenho medo dele, sabia? — Demi franziu o cenho e negou com a cabeça. — Não quero que ele nos magoe novamente, principalmente você. 
— Bebê, você não precisa se preocupar com isso... eu sei me cuidar.
— Sabe mesmo? — Franziu o cenho. 
— Claro que sim. — Ariel pegou o guardanapo que estava sobre a mesa e limpou-lhe os cantos da boca. 
— Você tem muito o que aprender.


Casa do Joseph, 05h00 da tarde


          Joe entrou em sua casa já se desfazendo das roupas e dos sapatos, seus pés estavam doloridos! Ele se jogou no sofá semi-nu e encarrou o teto por breves minutos, aquele silêncio que antes parecia agradável... se tornara perturbador! Por algum motivo ele se sentia triste, Demi o afetara e ele não esperada que isso acontecesse. Mas isso não era tudo... ver seu filho o matara completamente! Ariel crescera desde a ultima vez juntos, sem contar que seus cabelos pareciam mais escuros. Tornara-se uma cópia fiel dele, mas sem ele ali para acompanhar o processo. Seu coração apertou, ele suspirou e olhou para a mesinha de centro. Sentindo-se completamente derrotado, ele esticou uma das mãos e pegou o maço de cigarros. Entre uma tragada e outra ele deixou-se levar em meio a maré de lembranças. Lembrou-se de ter ensinado Ariel a tocar violão e então, pensou que seria uma boa forma de começar uma reaproximação. O estomago roncou e contra sua própria vontade, ele se levantou e foi até a cozinha fazer um lanche. Entre uma fatia de queijo e outra, o telefone apitou e isso significava que ele tinha mensagens. Esticando o braço, Joe tocou o aparelho e logo a voz de seu pai soou. — Oi filho, tudo bem? Estou ligando para confirmar sua vinda e gostaria muito que me retornasse a ligação, preciso de 100% de certeza, pois preciso ter uma seria conversa com você e aproveitar para lhe apresentar uma pessoa. Enfim, aguardo sua resposta. Um grande beijo, amo você. — Joe apagou o cigarro no cinzeiro e mordeu o sanduíche um pouco pensativo. A voz de seu pai soara tão doce e feminina?! Ele negou com a cabeça e apertou novamente o botão. 

— Cara, você já chegou? — Era Mickey. — Estou preocupado com você, sei lá! Diga-me que ela não quebro um vaso na sua cabeça, por favor. Enfim, me ligue quando puder. — Ele deu de ombros e deu um gole em seu suco. Novamente ele pressionou o botão, eram 3 mensagens. 
— Droga, eu só espero que ainda seja esse o seu numero. — Joe riu, era Demi. — Eu abri o jogo com Ariel e lhe contei tudo, menos a parte em que eu pedi que você concertasse as coisas. — Ela suspirou.— Ele não acredita que você realmente faça isso, mas eu espero que você prove o contrario! Se você machuca-lo novamente, eu juro que conto tudo ao seu pai... ai sim você terá motivos para nunca mais vê-lo! Passar bem. — Joe cerrou os punhos e os bateu contra a bancada, droga! Aquilo estava longe de ser uma tarefa fácil, esse garoto deveria odiá-lo e Demi não estava sendo nada amigável. Imediatamente ele ligou de volta para ela, acabaria com essa ignorância em dois tempos!

— Alô. — Era ela. 
— Oi esposa, sou eu. — Disse ironicamente. — Ouvi seu recado amigável e resolvi retribuir do mesmo modo. — Joe tragou. — Escuta aqui Demi, o fato de eu não prestar não lhe da o direito de me tratar desse modo, o.k? Chega, desse jeito não vamos nos suportar... Ariel não vai nos suportar! Enfim, agradeço por me ouvir. 
— Ligou apenas para dizer isso?
— Ah, tem mais.
— Diga logo, tenho mais o que fazer. — Joe bufou. 
— Acho que meu pai esta apaixonado.
— Não vai surtar com isso, vai?
— De modo algum, ele precisa de alguém... todo mundo precisa. — Assim veio um silencio desconfortavel para ambos e quando Demi pensou em desligar... Joe continuou. — Ele disse que precisa falar sério comigo, algo me diz que ele vai anunciar  o provável casamento e por isso nos quer lá neste natal. 
— Tudo bem, vamos nos preparar para essa provavel noticia.
— Estamos conversados, certo?
— Certo. — Demi bufou e desligou o telefone, sem ao menos dizer um "até logo". 


Dois Dias Depois
Casa da Demi, 06h00 da manhã


          Demi não conseguira dormir, pois estava nervosa com o reencontro de Joe com Ariel. Porém o garotinho começou aquele dia como outro qualquer, como se nada de tão extraordinário fosse acontecer. Nesses dois dias, Taylor estivera presente com eles, para bem prepara-los emocionalmente, novamente Ariel demostrou estar "normal" em relação a tudo... literalmente! Demi não sabia o que vestir, Joe ligara cedo e dissera que iriam para Miami. Elton tem uma bela casa a beira mar, é a favorita de Joseph e por isso escolhera aquele lugar para recebe-los. Demi estava entre um vestido ou um look casual, shorts, blusa e sandálias rasteiras. A campainha tocou o que lhe causou um tremendo desespero, ela já havia dispensado Kelly e não tinha escolha, a não ser ir lá abrir a porta. Ariel colocou a cabeça para dentro da porta do quarto da mãe e fez uma careta. — Ele chegou e... como você ainda não se aprontou?! — Revirou os olhos. — Pode deixar que eu atendo. 
— NÃO!
— Mamãe, você não tem escolha. — Ele sumiu de suas vistas e ela suspirou frustrada, sentia medo. Rapidamente ela vestiu o vestido, colocou as sandálias e começou a arrumar o cabelo. 

          No andar debaixo, Ariel respirou fundo antes de abrir a porta. Ele já havia sonhado com esse momento durante anos e também imaginara como seria isso, nessas condições. Mas agora, nada definia! Ariel havia se esquecido de como ter uma figura masculina tão próxima, ainda mais ele... seu pai. Joe sorriu fraco, mas ainda sim era um sorriso. — Oi rapazinho, tudo bem? — Ainda afetado com tudo, Ariel apenas assentiu. — Pensei que falasse. — Acariciou os cabelos dele, mas o garoto emburrou a cara. 
— Pensei que voltaria mais vezes pra me ver, mas estava enganado. — Sussurrou e fechou a porta. Joe já havia escolhido as palavras certas para falar, mas foi interrompido por Ariel. 
— MAMÃE, O JOE CHEGOU! — Subiu batendo os pés na escada de madeira. Demi sentiu seu coração apertar e teve certeza de que o de Joe se encontrava do mesmo jeito, a frieza na voz do garoto era evidente. Logo ele estava em seu quarto e Demi forçou um sorriso. — Já esta pronta?
— Sim. — Ela assentiu e fixou os olhos nele, Ariel andava de um lado para o outro. — Você o chamou de "Joe"?. 
— É o nome dele, oras. — Deu de ombros. — Quer ajuda com as malas? 
— Acho que ele pode nos ajudar com isso.
— Quer que eu chame?
— Não, pode deixar que eu vou. Vá até seu quarto e confira se pegou tudo, não esqueça seu violão. — Ariel assentiu e correu pro quarto. Demi respirou fundo antes de descer e assim que o fez, sentiu-se um pouco mais calma. Joseph estava de braços cruzados e cabeça baixa, parecia pensativo. Assim que a viu, quase que deixou escapar um elogio, mas mordeu os lábios. 

— Oi. — Foi tudo o que ele disse. 
— Bom dia. — Demi sorriu sem mostrar os dentes. 
— Oh, bom dia.
— Se preparou bem para a revelação?
— Acho que sim, quase não preguei os olhos.
— Nem eu, faz tanto tempo que não vejo seu pai... estou tão nervosa. — Ela não conseguira esconder um sorriso largo e feliz? Joe suspirou observando sua boca!
— Ele esta diferente, não sei explicar. — Ele coçou atrás da nuca e franziu o cenho. — Mas esta tudo bem, deve ter alguma mulher nisso tudo e eu vou adorar conhece-la. 
— Eu também. — Assentiu. — Bem, você pode me ajudar com as malas? — Sorriu um pouco sem graça. 
— Posso sim, onde estão?
— Na porta do meu quarto. — Apontou para o lance de escadas, Demi subiu na frente e ele logo atrás observando as obras de arte penduradas ao londo do caminho. Todas incrivelmente lindas! 

— Foi você que pintou estes quadros?
— Sim, não repare muito.
— São muito bons, eu gostei. — Demi balançou a cabeça e riu. 
— Obrigado, eu acho. — Joe riu baixinho consigo mesmo e continuou a segui-la, apesar de conhecer bem o caminho. Chegando no quarto ele bateu bem os olhos lá e não notou quase nada de diferente, apenas a cor das paredes. Demi olhou para ele e apontou para as malas. 
— Estão aqui. — Ele balançou a cabeça e se inclinou para pegar as malas. — O garoto já está pronto? — Sua voz soou como se ele estivesse entristecido e Demi entendeu o motivo. Ela o odiava, isso era um fato, mas no fundo conseguia sentir sua... dor?

— Joseph, tenha paciência com ele.
— Eu aceitei sua condição, não aceitei? Paciência está incluída no pacote, Demi. — Joe forçou um sorriso.
— Eu já arrumei minhas coisas, mamãe. — Ele estava todo torto, pois o violão pesava!
— Deixe-me levar seu instrumento, você pode se machucar com tanto peso. — Ariel apenas assentiu e entregou para ele.
— Tenha cuidado. — Apontou o dedo para ele e Joe levantou um dos braços como se estivesse rendido. 
— Pode deixar, vou colocar no parta malas junto com o meu. — Piscou. — Podemos ir?
— Sim. — Eles responderam em uníssono. 


--

olá anjinhos, tudo bem? eu ainda estou com mta dor, então... me desculpem por não responder os comentários :( se estiver alguém aguardando divulgação me lembra nos comentários, por favor. bem, voltando... gostaram do capítulo? eu particularmente estou amando escrever essa fanfic e se depender da nicki minaj e seu novo álbum the pinkprint... eu vou continuar a escrever mais e mais! EU TO PRETÉRITA COM ESSA MULHER, MUITO PERFEITA ♥ espero que tenham gostado do capítulo, tanto quanto eu O/ aguardem o babado que vai ser o próximo capítulo, eu acho... rs. bjos, amo vcs


sambista!