Eu nunca pensei que esse dia fosse chegar, mas ele chegou e sinto que preciso fazer isso. Não foi uma decisão fácil, fiquei tentando adiar o máximo possível, mas infelizmente não consegui. Começo pedindo desculpas por fazer isso sem aviso prévio, não era minha intenção, mas simplesmente não consigo! O bloqueio não vai embora e não é um bloqueio qualquer, estou passando por alguns problemas e estou em conflito comigo mesma. Sou uma garota de 19 anos e não faço ideia do que fazer da minha vida, nada acontece e por mais que eu tente, sempre acaba do mesmo jeito. No meio disso tudo surgem as cobranças das pessoas e por mais que elas tentem disfarçar, estão dizendo: "Garota, faça alguma coisa da sua vida!" Eu também me cobro, estou cansada de sentir como se estivesse fadada ao fracasso. Cansada de pensar na minha vida e sentir que tudo é uma grande conspiração para que eu quebre minha cara de novo e de novo. Cansada de decepcionar as pessoas! Eu não posso e nem quero decepcionar ninguém, por isso estou me afastando. Não quero que pensem que não me importo, eu me importo, mas não estou conseguindo escrever e eu amo fazer isso, amo mais do que qualquer outra coisa no mundo! Não quero fazer nada de qualquer jeito, nada menos do que perfeito, vocês merecem algo realmente bom. Quero que saibam que não é um hiatus permanente, vou tirar esse tempinho para estudar e correr atrás de algo para o futuro. Voltarei assim que for capaz de escrever algo novamente, quando sentir que esse fardo está menos pesado e... Acho que é isso, me desejem sorte! Amo muito vocês e arrisco dizer que já sinto saudade. Com amor, Jéssie.

10/12/2016

Broken Frame 2: Capítulo 9 • Drunk

Ei, você ai do outro lado. Isso, você mesma! Sei que esperou muito pelo capítulo, mas gostaria que lesse isso aqui até o final. Vim aqui avisar que estamos concorrendo "As melhores de 2016" com Broken Frame na categoria "Melhor Drama"! Muito obrigada pela indicação e pelo reconhecimento. Vocês são incriveis! Para ganharmos essa categoria é necessário votos, então votem bastante para levarmos essa vitória de presente de natal.  Para mais detalhes podem clicar ali em cima, já deixei o link certinho, mas qualquer duvida comentem ali em baixo. O.k? Boa leitura. xx



          Selena estacionou o carro em uma das muitas vagas que a clinica disponibilizava para visitantes e desceu do veiculo. Ela caminhou sem pressa até a recepção, após se identificar, ela recebeu um crachá e foi instruída sobre o andar onde deveria ir. Selena tomou o elevador sozinha, esperou pacientemente e desceu no andar determinado pela recepcionista. Os corredores eram estranhamente vazios, as paredes brancas e as luzes fortes... aquele lugar era assustador! Engoliu em seco e caminhou transferindo sua bolsa de um braço para o outro. Ela verificou o papelzinho em sua mão com o numero do quarto de Demi e continuou andando. 

          De repente ela ouviu uma gritaria de pessoas, muitos gritavam: Segura ele! Segura ele! Segura ele! O barulho de passos vinham de todas as direções e ela saiu correndo em frente sem saber ao certo para onde estava indo. Como você deixou ele escapar? Ele conseguiu pegar sua seringa? Olhava em todas as direções! Ela deveria voltar para o elevador e descer, onde ficava mesmo? Parou de correr apenas quando trombou de frente com um rapaz e ambos caíram no chão. Os passos se intensificaram cada vez mais, ele encarrou ela e ela o encarrou de volta. Levantaram-se ao mesmo tempo, Selena deu passos lentos para trás e ele permaneceu imóvel olhando para ela, mas assim que os médicos apareceram ele avançou sobre ela. Selena ficou imóvel e deixou a bolsa cair no chão quando viu pelo reflexo da janela a seringa apontada para seu pescoço! — Fiquem longe! — Ele gritou e os médicos pararam em meio ao corredor. 
— Fique calmo, Peter. — Um deles disse. 
— Solte a moça, ela não tem nada haver com isso.

— Saiam da frente e me deixem sair, agora!
— Por favor, não me deixem morrer. — Selena já estava em lágrimas de puro desespero. 
— Peter.
— Doutor, estou pedindo!
— Peter, largue ela.
— Eu vou injetar essa droga nela se não saírem da minha frente!
— Por favor. — Ela soluçou. 
— Moça, abaixe! — Foi rápido, mas quando acabou ela viu o rapaz caído no chão e a seringa longe das mãos dele. Selena afastou-se rapidamente ainda no chão, abraçou as próprias pernas e chorou. Estava tremula e não conseguia parar, ainda sentia o medo em suas veias!

— Selly, acorda! — A voz de Nick preencheu os ouvidos de Selena e ela despertou daquela lembrança terrível. — Você estava gritando e eu subi correndo, está tudo bem?
— Onde você estava? — Ela agarrou o braço dele. 
— Na cozinha, amor.
— Não me deixe sozinha, está entendendo? — Selena disse com a voz embargada e Nicholas passou os braços em volta dela num abraço forte. 

— O que aconteceu?
— Eu poderia ter morrido. — Nick conhecia bem aquela aquela história, eles namoravam na época e ele até se culpou por não ter ido naquele dia com ela. 
— Esta tudo bem, isso já passou e você está segura aqui comigo. — Segurou seu rosto com delicadeza e depositou um beijo em sua testa. 

— Você promete que não vai me deixar sozinha em um lugar desses de novo?
— Eu prometo, Selena.
— Eu não quero ir em nenhum médico, não quero!
— Você não vai, amor. — Nick lhe deu um selinho e aos poucos conseguiu acalma-la. — Quer água? — Ela apenas assentiu e ele lhe serviu um copo da jara que estava no criado mudo. Selena bebeu rapidamente todo o conteúdo do copo e entregou de volta para ele. 
— Obrigada. — Ele apenas assentiu e deitou-se ao lado dela novamente. Selena aninhou-se no peito dele, puxou os cobertores e olhou diretamente nos olhos dele. Nicholas afagou-lhe os cabelos e sorriu. 

— Está melhor?
— Sim, querido. — Ela retribuiu o sorriso, mas ainda sim fraco. 
— Sinto muito se falei demais, mas fiquei preocupado com você e não sabia o que fazer. Você sempre foi bem difícil quando se trata de hospitais e clinicas, então tive que recorrer aos familiares. Você me desculpa?
— Eu sei, eu sei... está tudo bem, você não precisa se desculpar. A culpa é minha, deveria ter superado isso, mas realmente foi algo marcante! É sempre uma luta pra mim entrar em lugares assim, não deveria dificultar tanto sua vida. — Ela suspirou.

— Não diga uma besteira dessas, Selena. Você é minha vida! — Ele sorriu novamente — Dani conversou comigo.
— Conversou?
— Ela me perguntou se não existia possibilidade de estarmos esperando um bebê. — Os olhos dele brilharam com a possibilidade e Selena sentiu o coração amolecer!
— Um bebê? — Ela repetiu mais para si mesmo do que para ele.
— Sim.
— E o que você disse?
— Que falaria com você, mas não sei ao certo. Acha que existe alguma possibilidade? Eu confesso que pensei nisso durante toda essa tarde!

— Você não se importaria se isso acontecesse? Ainda mais agora. E seu álbum?
— Dane-se o álbum, Selena. — Ele riu — Se realmente existir um bebê, eu quero me dedicar e viver intensamente o momento.
— Você vai me fazer chorar de novo, Nick. É isso o que você quer? — Ela perguntou rindo baixo e logo depois depositou um beijo em seu peito.
— Eu quero ver nossos sonhos se realizarem, amor. É isso o que eu quero! — Sorriu e abraçou-lhe novamente.

— Eu te amo seu. — Ela riu.
— Eu também te amo, mamãe— Ele brincou.

***

          Sabrina virou-se várias e várias vezes na cama, mas não conseguia dormir. Já havia falado ao telefone com seu pai, assistido filmes e composto músicas! Mas nada parecia lhe ajudar. Bradley estava num quarto separado, era uma forma mante-los longe das más línguas já que para muitos eles eram crianças! Suspirou olhando as flores que havia ganhado dele, sentia sua falta. Ela tinha certeza de que se ele estivesse ali, seu sono viria rapidinho, apenas por ouvir a voz dele. Pegou o celular, discou o numero e esperou pacientemente até ele atender. — Não acredito que ainda está acordada. — Ele riu.
— Acordei você?
— Não, na verdade acabei de ver um filme.
— Está sem sono?
— Sim e parece que não sou o único.

— Eu já fiz de tudo, mas nada funcionou.
— Eu também. — Ambos suspiraram.

— Queria que estivesse aqui. — Disseram juntos e riram em seguida.

— Parece até que estamos longe um do outro, não é mesmo?
— Sim. — Sabrina riu — Não deveria ser assim, não acha?
— O que esta propondo?
— Você deveria vir para cá ficar comigo.
— Sabe que podemos ter problemas, não sabe?
— Todos estão dormindo agora, por favor.

— Sabrina...
— Bradley eu não quero ficar longe de você, não hoje!
— Tudo bem. — Ele acabou cedendo — Estou indo, me espera. O.k? Nada de fazer barulho.
— Estarei te esperando na porta. — Ela sorriu satisfeita e desligou.

          Em poucos minutos ele apareceu no corredor, Sabrina estava observando e ele correu na ponta dos pés pelo corredor carregando um cobertor consigo. Ele vestia uma regata branca, calças de pijama e pantufas! Assim que ele adentrou no quarto Sabrina riu dele e balançou a cabeça. — Essas pantufas são uma graça. — Ela brincou e Bradley jogou o cobertor de lado.
— O que eu não faço por você, Sabrina? — Ele aproximou-se dela e sorriu. — Venha, vou colocar você na cama. — Bradley segurou-lhe uma das mãos e eles se deitaram juntos.
— É a primeira vez que fazemos isso, não é mesmo?
— Acho que sim. — Ele puxou o cobertor para cobri-los e sorriu.

— Normalmente você espera eu dormir e sai de fininho, não vai fazer isso ou vai?
— É uma questão de respeito, você sabe.
— Eu sei disso, mas não precisa fazer mais isso. — Sabrina lhe deu um selinho — A cada dia que passa sinto cada vez mais necessidade de estar perto de você, sabia? Eu nunca amei alguém tão forte assim.
— Eu também não. — Ele tomou uma das mãos dela e depositou um beijo.

— Hoje foi um dia incrível! Nós nem sabíamos muito bem em que direção ir, mas aquele parque foi um dos melhores que já conheci. — Ambos sorriram.
— O que gostaria de fazer amanhã?
— Qualquer coisa, desde que seja com você. — Ela bocejou.
— Nós podemos explorar alguns pontos turísticos da cidade. — Ele também bocejou.
— Isso parece ser bom.
— Muito bom. — Ambos sorriram novamente. Em poucas palavras trocadas os dois acabaram adormecendo, Bradley foi o primeiro e Sabrina contemplou seu rosto sereno por alguns segundos antes de dormir.

CALIFÓRNIA, 05:40 A.M

          Antes mesmo que os primeiros raios de sol brilhassem no céu, Joseph e as crianças estavam no aeroporto junto com Demi. Depois se muito insistirem, Joe permitiu que eles faltassem na escola para se despedirem devidamente da mãe. — Não fiquem tristes, o.k? Mamãe volta logo. — Demetria despediu-se dos pequenos com um forte abraço e um beijo na testa.
— Se cuida, mãe. — Samuel sorriu brevemente e Demi assentiu.
— Você também, bebê. — Ela retribuiu o sorriso e direcionou sua atenção para Joseph. Ele ainda tinha feições cansadas, mas estava lindo!

— E mais uma vez estamos aqui. — Joe sorriu com certa melancolia.
— Você até ontem estava me animando e agora... — Ele calou a esposa com um beijo de tirar o folego! Foi algo que ele não controlou, seu corpo simplesmente o jogou para cima dela. Samuel virou-se de costas e tapou os olhos de Samanta vendo aquela cena dos dois! Quando eles se separaram Joe mordeu os lábios, olhou para ela e limpou um pouco de batom que havia borrado nela.
— Continuo te animando, mas você sabe que vou sentir saudade.
— Eu sei, Joseph. — Ele sorriu — Cuide-se e tome conta das crianças.
— Pode deixar comigo.

— Se precisar de ajuda, fale com minha mãe. O.k?
— O.k. — Ela o abraçou novamente e olhou uma última vez para as crianças.
— Vejo vocês em duas semanas. — Sorriu e saiu arrastando sua mala. No portão de embarque, antes de entrar no avião, Demi olhou para trás e viu Joseph saindo. Ele também olhou para trás e sorriu quando seus olhares se cruzaram! Logo depois, Demi embarcou e ficou com aquela imagem na cabeça.

A fama é consequência de um bom trabalho. Escuto em muitas lugares as pessoas dizerem: "Não sei do que tanto essa Demi Lovato reclama, ela tem dinheiro e uma vida cheia de luxo!" Mas isso não é fácil, sabe? Ser uma celebridade não é fácil! Minha vida é 24 horas por dia noticiada pelos meios de comunicação, qualquer passo que eu dou todos sabem e isso é um pouco irritante. Eu tenho apenas 18 anos, sou casada e tenho uma filha! Todos os dias eu trabalho, quando estou de férias continuo trabalhando e é um ciclo que parece não ter fim. Não estou reclamando, tenho o privilegio de cantar para muitas pessoas e amo meus fãs, mas sabe o que é... sua própria filha não te reconhecer? Você tenta ter um contato e ela simplesmente te rejeita como se fosse uma estranha? É uma das várias realidades difíceis que vivo, mas não importa quantas vezes eu tente mudar isso... sempre vai existir alguém que vai olhar e interpretar minhas atitudes como "erradas". Ainda tenho muito o que aprender estando na clinica, mas espero sair daqui tendo auto-confiança o suficiente para fazer tudo aquilo que eu quero!

          Demetria despertou daquela lembrança quando o avião já estava nas alturas! Ela olhou através da janela, viu o próprio reflexo e suas lágrimas escorrerem por sua bochecha. De repente começou a rir sozinha e disse para si mesma: "Auto-confiança o suficiente, isso eu já tenho." Pegou o celular, ligou para Matthew e dispensou cumprimentos. — Chame todos que conseguir, vamos filmar os clipes do álbum.
— Os clipes?
— Confident será um álbum audiovisual.

— Demi isso é impossível!
— Faça o que eu pedi e não discuta comigo. É o meu álbum e vai ser exatamente do jeito que eu quero! Estamos entendidos?
— Sim, estamos entendidos.
— Certo. — Demi sorriu satisfeita — Começamos a gravar ainda hoje.

SÃO FRANCISCO, 07:00 A.M

          Paul ainda estava de pijama quando atendeu a porta, ele arregalou os olhos e piscou um pouco. — Não acredito no que meus olhos estão vendo! — Joe riu.
— Pai essa casa ainda é minha. — Ele sorriu e cumprimentou o filho com um abraço.
— Entrem, por favor. — Paul cedeu espaço e cumprimentou os netos. — Sua mãe acabou de preparar o café, logo ela aparece por aqui.

— Paul quem está ai? — Ela gritou da cozinha.
— Joseph e as crianças! — Em questão de segundos ela apareceu. Os cabelos estavam presos num coque alto e diferente de Paul, ela vestia roupas apropriados para o decorrer do dia.

— Mais que surpresa maravilhosa! — Ela sorriu — Já estava com saudades dos meus netinhos. — Cumprimentou os pequenos e não deixou de notar uma expressão triste no rosto de Samuel.
— E eu? Ninguém sente saudade de mim? — Joe brincou com a mãe, ambos riram e se abraçaram.
— Você está cada dia mais forte, sabia? Olha só o tamanho desses braços! — Joe sorriu — É bom ver você, filho.

— Acabei de voltar do aeroporto e como não tomamos café, imaginei que pudesse dar uma passadinha aqui.
— Isso explica muita coisa. — Denise associou a viagem de Demi com aquela expressão triste do neto.
— Venham, vamos comer. — Paul indicou a sala de refeições e recebeu um olhar sugestivo da esposa.

— O que foi?
— O senhor ainda tá de pijama, vovô. — Samanta sussurrou para ele, mas todos ouviram e acabaram rindo.

          Paul retirou-se para trocar de roupa e eles seguiram Denise até a sala de refeições. Sentaram-se e imediatamente se serviram, estavam com fome! Joseph encheu sua xícara de café, levou até os lábios e assoprou de leve. Denise sentou-se de ponta na mesa, encostou-se na cadeira e observou o filho. Ele tinha uma expressão cansada em seu rosto, ela só não sabia dizer se esse cansaço era físico ou emocional. — Demi viajou, certo?
— Sim, ela precisou ir.
— Achei que depois de tanto tempo fora, ela ia dar uma descansada por aqui. Temos muito o que fazer, enfim... o que aconteceu?
— Um dos singles do novo álbum vazou e isso é algo que consequentemente atrapalha o desempenho da música. Digamos que ela foi correr atrás para amenizar o prejuízo, entende?

— John ligou ontem e conversou comigo. — Paul disse e sentou-se de frente com os netos, eles estavam quietos demais! — Ele parecia bravo com ela. O que aconteceu entre os dois?
— Eu não sei, mas preciso falar com ele. — Joe suspirou — Tenho tanto o que fazer, nem sei por onde começar e ainda mais isso pra mim resolver.
— Joseph você deveria deixar sua esposa resolver os problemas dela sozinha, o.k? Assim não dá!

— Não vamos começar novamente, vamos?
— O fato de ter me entendido com Demi no passado, não significa que vou passar a mão na cabeça dela sabendo das coisas erradas que ela faz.
— Mãe! — Joe repreendeu ela e em seguida olhou para os filhos. Eles estavam confusos com aquela conversa, não entendiam bem o motivo de Denise estar brava com Demi!
— Chega, Denise. — Paul tocou um dos ombros da esposa e olhou para as crianças.

— Perdão, mas eu só quero te proteger. — Denise suspirou.
— Eu posso cuidar de mim mesmo sozinho. — Ele disse baixo.

— Vocês estão tão quietinhos hoje. — Paul resolveu puxar assunto com as crianças — O que aconteceu?
— Mamãe viajou. — Samuel disse manhoso.
— São apenas duas semanas, Sam. — Samanta sorriu.
— Mamãe pediu que ela me animasse. — Sam apontou para Samanta e riu baixinho.
— Ela fez bem em pedir isso, não deve ficar triste. — Paul sorriu — Vai passar rápido.

— Mesmo assim, logo ela viajara novamente e não teremos muito tempo para passar juntos.
— É o trabalho dela, mas não significa que vocês ficaram em ultimo plano na vida dela. Demi irá, sempre que puder, ver vocês ou vocês irem até ela para vê-la. Sempre foi assim, o que mudou?
— Eu não sei, vovô. — Samuel deu de ombros — Eu só queria ficar mais com ela. — Ele entendia bem o garotinho. Nos anos em que Joe e ela estavam separados, Samuel se apegou bastante com Demi e eles passavam muito tempo juntos. Sempre se protegiam e agora que ela precisava trabalhar, já não tinha toda aquela disponibilidade para oferecer.

— Acho que vocês deveriam passar mais tempo com o pai de vocês. Já pensaram em conhecer o trabalho dele? Enquanto mamãe viaja, vocês passam mais tempo com ele e procurem se divertir.
— Ai está uma ótima ideia! — Joe deu um longo gole em seu café e sorriu para seu pai.
— Podemos marcar de passear juntos também. Fazer o que vocês quiserem, que tal?

— Eu queria conhecer aquele lugar das fotos. — Samanta apontou para uma das fotos da casa que eles tinham na Suíça.
— Assim de repente? — Joe ficou curioso.
— Achei que fizesse parte do "fazer o que vocês quiserem". — Ela deu de ombros e riu baixinho.
— Ela é uma garota esperta! — Denise se pronunciou outra vez.
— Sim, mas não podemos ir.

— Não?
— Uma viagem dessas é muito demorada vocês precisariam faltar outra vez na escola e não gosto muita da ideia. Nós conversamos sobre isso, vocês se lembram? Assumimos um compromisso de priorizar o estudo de vocês.
— E se fosse um final de semana? — Paul sugeriu.
— Pai! — Joseph o repreendeu também.
— Também não acho necessário. — Samuel concordou com o pai e Samanta o encarrou. — O aniversário dela já está chegando e tudo vai ficar uma baita correria!

— E se esse fosse meu presente? Ainda sim seria não? — Ela sabia argumentar bem, Joseph suspirou.
— Não estou te negando essa viagem, só estou dizendo que agora não é um bom momento. O.k? Mesmo que seja seu presente, você precisara esperar até que tenhamos disponibilidade para isso.
— Entendi. — Ela apenas assentiu e mordeu um dos biscoitos.
— Podemos pensar em outras coisas para fazer, o.k? Menos viajar, isso está fora se cogitação.

          Eles conversaram durante um tempo, mas logo que Joseph terminou de tomar café, ele pegou as crianças e foi embora. Sua mãe havia conseguido tira-lo do sério! Eles voltaram para casa em silêncio, assim que chegaram Samuel subiu para o quarto e Samanta foi atrás dele: — O que foi aquilo?
— Aquilo? — Ele franziu o cenho.
— Papai não quis fazer aquela viagem por culpa sua!
— Culpa minha? — Sam cerrou os punhos irritado — Você não faz ideia das coisas que aconteceram naquele lugar, Samanta! Todos os problemas, tristezas e angustias ficaram lá.
— Não justifica. — Ela cruzou os braços.

— Você não...
— Eu entendo mais do que você pode imaginar. Sam se você tem problemas, medo ou seja lá o que for, deveria conversar com alguém que te ajude com isso. — Samanta sentou-se na beirada da cama dele — Tia Alycia me ajudou.
— Já conversei com Tio Kevin várias e várias vezes, mas é algo que não consigo deixar de sentir. Entende?
— Talvez se encarasse isso de frente, não sentiria mais. — Samuel encarrou ela por alguns instantes e suspirou. — Está me dizendo isso por causa da viagem?
— Eu te amo seu bobo e me preocupo com você.

— O que está acontecendo? — Joseph apareceu de repente e os dois arregalaram os olhos. — Estavam brigando?
— Não... é... nada. — Sam disse um pouco desconcertado e Joe adentrou no quarto.
— Eu ouvi vocês gritando. — Ele olhou as crianças e suspirou. — É sobre o que conversamos na casa da vovó? Com certeza é sobre isso! Vocês não precisam se preocupar, o.k? Está tudo bem.

— Mas vovó disse que mamãe está errada, pai. Do que ela estava falando? — Samuel quis saber.
— É sobre o trabalho, vovó ficou chateada por ter me oferecido para resolver o problema.
— Era só isso mesmo?
— Sim, apenas isso. — Joe assentiu e quando pensou em continuar falando, seu celular tocou! — Preciso atender, já volto. — Disse rapidamente e saiu.

— Não é só isso. — Samuel arqueou uma das sobrancelhas pensativo e olhou para Samanta.
— Papai não mentiria para nós, mentiria?

          Joseph atendeu o telefone no primeiro andar da casa, era John e ele parecia estar bravo, como no dia anterior. — John que bagunça é essa?
— Que bom que perguntou, Joseph. — Ele riu com certa ironia — Demetria ligou aqui e colocou todos loucos! Ela quer que o Confident vire um álbum audiovisual.
— Audiovisual? — Joe sentou-se no sofá.
— Sim, ela quer gravar clipes para todas as faixas!
— Isso é impossível.
— Matthew até que argumentou com ela, aquele pau mandado, mas ela não ouviu ele! Se não ouviu o amiguinho, quem dirá ouvir outra pessoa.

— E o que decidiram?
— Ela é uma das principais artistas daqui, ninguém vai negar as vontades dela por medo de perder todo o dinheiro que isso vai render! Alguns já viajaram, ela quer gravar ainda hoje.
— Eu não sei o que deu nela. — Joe suspirou pesadamente.

— Com todo respeito, mas ela parece estar desesperada por holofotes!
— Odeio admitir isso, mas concordo com você.
— Ela não te falou nada?
— Nada.

— Eu sabia!
— John o que você sabe sobre isso?
— É muita coisa pra falar por telefone, você pode vir aqui? Estou na gravadora.
— Agora?
— Vou ficar aqui até a primeira hora da tarde. Vai trabalhar hoje?
— Não, estou com as crianças.
— Deixe eles na casa dos seus pais ou com Dianna mesmo, não é o tipo de conversa para eles.
— Tudo bem, farei isso. — Joe concordou.

— Certo.
— Até mais tarde.
— Até. — Joe desligou, suspirou novamente e escreveu uma mensagem para Dianna. A resposta veio rápido, ela disse que adoraria ficar com os netos e ele agradeceu rapidamente.

          Samuel estava no quarto sozinho quando Joe retornou, ele virou-se para o pai e disse: — Devemos levar Samanta para conhecer nossa casa na Suíça.
— O que te fez mudar de ideia? — Ele sentou-se ao lado do filho e passou um dos braços pelos ombros do garoto.
— Eu nunca contei sobre nossos problemas naquela época e acho que nunca serei capaz de contar, mas isso não é motivo para não leva-la.
— Você tem medo que algo de ruim aconteça, não é mesmo?
— É claro que tenho e nem é tanto por mim, mas pela Sammy!

— Sempre se preocupando. — Joe riu baixinho, Samuel era como ele.

— É horrível lembrar de como eramos antes. — Sam suspirou.
— Eu sei que sim, você não é o único que sofre com isso.
— Também se lembra?
— Algumas vezes, mas não vamos passar por isso novamente. — Ele não deixaria aquilo acontecer! — As coisas sempre acontecem por algum motivo, seja boas ou não, devemos aprender com cada uma delas.
— Obrigado. — Samuel o abraçou e Joe afagou os cabelos do garotinho.
— Não precisa agradecer, filho. — Sussurrou baixo. — Está tudo bem.

REPUBLIC RECORDS, 01:15 P.M

          Joseph deixou as crianças na sogra e saiu sem dar muitas explicações, ela estranhou sua pressa. O transito o deixou nervoso, bufou e cortou caminho por ruas paralelas! Chegou cantando pneus no estacionamento, num cavalo de pau ele estacionou o carro e algumas pessoas ficaram boquiabertas pela fumaça que ficou por alguns segundos no ar. Ele subiu de elevador, passou como um raio pela recepção e não ficou surpreso ao ver o caos que estava aquele lugar! Gente gritando, correndo e xingando no telefone. — Joseph? — Matthew arqueou uma das sobrancelhas.
— Ah, boa tarde! — Joe o cumprimentou de forma seca — Sabe onde John está?
— Ele está em uma das cabines de gravação. — Matt apontou, Joe murmurou um agradecimento e saiu rapidamente.

          John realmente estava em uma das cabines de gravação, mas não havia ninguém gravando nada lá. Ele estava sentado em uma das cadeiras e mexia no computador, quando Joseph entrou na sala. — Boa tarde. — Ele cumprimentou o amigo com um aperto de mãos e um abraço. — Tudo bem?
— Eu quem deveria te perguntar.
— Como você acha que estou? — Joe riu baixo e sentou-se em uma das cadeiras. — Os últimos dias foram uma loucura!

— Vou ser direto e espero que não fique chateado comigo.
— Eu tenho certeza de que não ficarei chateado. — Joe fez uma longa pausa — Por favor, conte pra mim o que você sabe.

— Nicholas e Demi brigaram, você sabe disso?
— Sim, eles tiveram algumas divergências.
— Isso foi o que Demi disse?
— Sim.
— Na verdade essa divergência é algo um pouco mais sério, Joe. Demetria pediu que Nick ajudasse ela com o álbum, desde que ele não te contasse nada!

— Ela pediu? — Ele arqueou uma das sobrancelhas.
— Sim, ela pediu com todas as letras! Nicholas não aceitou e eles brigaram. — John fez uma pausa e depois continuou: — Ele disse que não arrumaria uma briga desnecessária com você por causa dela.
— Eu não imaginaria algo assim vindo dela, mas confesso que nesses últimos dias... já não tenho tanta certeza! — Joe suspirou pesadamente e cerrou um dos punhos.

— O álbum em si é...
— Ruim?
— Não, muito pelo contrario... o álbum é muito bom!
— Sério? Se está bom, não entendo o motivo de tanto segredo.
— Algumas musicas tem um grande apelo sexual.
— Apelo? — Joe arregalou os olhos e riu.

 "Ele não entenderia" foi o que ela disse ao Nick sobre você saber o conteúdo das músicas. — A expressão no rosto dele mudou e John suspirou. — Eu não queria acreditar, não queria ter que te contar algo assim, mas não tive outra escolha. Não poderia deixar que ela te enganasse!
— Ela não estava me enganando, John.
— Você sabia?
— Suspeitava, mas eu neguei todos os sinais e fingi que nada havia acontecido. Eu sou um idiota!

— Você quer ouvir?
— Ouvir o que?
— O álbum, Joe.
— Não. — Ele levantou-se de repente.

— Onde você vai?
— Embora.
— Fique, vamos almoçar.
— Não, não tenho fome. — Joe ajeitou seu casaco e voltou-se novamente para o amigo. — Não conte sobre essa conversa para ninguém, nem mesmo pros meus pais. Não interessa o que vim fazer aqui, o.k?
— O.k. — John assentiu — Mas você está bem para dirigir?
— John eu já aguentei coisas piores, isso pra mim não é nada! — Forçou uma risada — Mas isso não significa que não farei nada.

— O que vai fazer?
— Quando eu souber, você irá saber. Obrigado pelas informações! Qualquer coisa eu ligo, mande um beijo para Lola. — Joe disse e saiu em seguida sem ao menos esperar a resposta.

          O chão parecia mais fundo conforme ele caminhava, sentia que estava afundando lentamente e o ar estava cada vez mais escasso! Desceu as escadas sem ao menos olhar os degraus em sua frente e caminhou na direção do carro. Assim que adentrou no veiculo, deu partida e dirigiu pelas ruas da cidade sem rumo. Estava péssimo demais para voltar e ficar com as crianças, muito menos recorrer ao colo de sua mãe! Ela diria "eu te avisei" sabia disso e por isso foi para um lugar onde poderia estar sozinho consigo mesmo.

          Os funcionários da associação tomaram um susto ao vê-lo por lá naquele horário, ele passou rápido pelas pessoas e pegou o elevador mesmo sentindo-se desconfortável! Suas mãos estavam tremendo, ele cerrou um dos punhos enquanto segurava uma garrafa de vinho na sacola com a outra. Quando as portas se abriram revelando o grande terraço do prédio, Joe caminhou para fora, abriu os braços e extravasou toda sua raiva num grito alto e forte! As lagrimas vieram mesmo contra sua vontade, ele sentou-se em um canto qualquer, abriu a garrafa e deu um longo gole deixando o liquido descer causando ardência em sua garganta. Ele não era do tipo que bebia, mas apreciava um bom vinho! Tombou sua cabeça para trás e suspirou, ainda chorava. — Joseph? — Ele ajeitou a postura e olhou para Alycia. — Eu não acreditei quando me disseram que estava aqui e tive que ver com meus próprios olhos. — Ela aproximou-se cuidadosamente, estava segurando uma sacolinha e dentro havia algumas embalagens com comida japonesa. — Você está bem?
— Não, não estou bem. — Alycia se sentou ao lado dele.

— O que aconteceu?
— Ela não confia em mim.
— Está falando da sua esposa?
— Sim, eu não acredito que ela mudou completamente comigo.... por algo... algo tão estupido! — Ela impediu que Joe levasse a garrafa até os lábios.

— Quer me contar o que aconteceu?
— É uma longa história.
— Estou no horário de almoço, então tenho tempo. Quer comer? Sempre compro um pouquinho mais. — Ela foi tão gentil que Joe foi incapaz de recusar e contou toda sua história com Demetria enquanto comia. Ele fez pequenas pausas, chorou, bebeu e riu também!

— Foi isso o que aconteceu. — Ele disse por fim.
— Vocês passaram por muita coisa, Joseph. Eu nunca ouvi algo assim antes! — Alycia estava impressionada e chocada ao mesmo tempo.
— Eu sempre, sempre fiz tudo por ela! Não consigo entender o que ela causa em mim, não mesmo. — Joe bebeu mais — Ela faz o que faz e sinto que não tenho forças para revidar. Estou aos pés dela e me sinto tão idiota!
— Você precisa assumir o controle da situação, Joe. Não pode permitir que ela simplesmente faça o que quiser, levante sua cabeça e mostre que você sabe se impor!

— Está dizendo que eu devo revidar?
— Isso não tem nada haver com "vingança" e pelo que você me falou, já teve culpa o suficiente por querer fazer isso. Certo?
— Concordo, mas... estou errado em querer que ela se sinta culpada por isso?
— Não, ela está errada e deve reconhecer isso.
— Eu vou fazer com que ela sinta essa maldita culpa!
— O que vai fazer? — Joe sustentou o olhar de Alycia por alguns instantes e bebeu outro gole do vinho. 
— Vou ser o marido mais amoroso que uma esposa poderia querer. — Ele riu — Aguentarei essas duas semanas, o aniversário de Samanta e depois sim, vou revidar. Ela vai se ver comigo! — Alycia afagou-lhe as costas e isso foi algo que o acalmou um pouco. — Eu... — Era reconfortante saber que tinha uma amiga com quem contar — Eu nunca fui de festas ou de beber, ela sempre teve problemas com isso, sabe? Cuidei tanto dela e acho que acabei esquecendo um pouco de mim, outra vez! 
— Shhh... está tudo bem, Joe. — Alycia tentou tirar o vinho das mãos dele, mas não conseguiu. — Sei que está bravo, mas precisa parar. O.k? Você já bebeu demais! 

— Por favor, me deixa.
          O silêncio se instalou entre eles, mas isso não incomodou nenhum dos dois. Alycia permaneceu com ele durante mais alguns minutos, mas logo seu horário de almoço terminou e ela levantou-se: — Preciso ir, Joseph. — Disse voltando-se para ele. 
— Ajuda! — Joe disse um pouco alterado estendendo uma das mãos e Alycia acabou ajudando ele. 
— É impressão minha ou você está bêbado?
— Eu nunca fico bêbado! — Ele riu histericamente, mas seus olhos ainda estavam avermelhados por causa do choro.
— Oh droga! — Disse ao vê-lo cambalear e apertar o botão do elevador. — Onde está indo?
— Casa... quero ir pra casa! — Joe gesticulou. 
— Tudo bem, vou te levar. O.k?
— Bo... ba... boba... bobagem! Eu posso dirigir. — Ele enfiou uma das mãos nos bolsos e tirou o documento do carro de lá. — Tá vendo aqui? É minha habilitação, tirei ela com 16 anos! — Alycia estava preocupada demais com a situação para rir e acabou empurrando ele para dentro do elevador. 
— Guarde sua habilitação, vou leva-lo no meu carro. O.k? Você precisa de cuidados!

— Eu quero que Demi cuide de mim. Onde ela está?
— Vamos sair daqui e você só precisa sorrir, o.k? Eu cuido do resto. — Alycia o guiava pelo corredor, ela se esforçava para mante-lo caminhando em linha reta até conseguirem chegar ao lado de fora, sob os olhares curiosos das outras pessoas!

— Chama ela, eu quero minha mulher. — Joe olhou para ela. 
— Ela viajou, não se lembra?
— Hm... — Ele ficou pensativo e encarrou o veiculo. — Mas esse não é meu carro. 
— Nós vamos no meu, Joe.
— Mas eu disse que posso...
— Entre, por favor. — Ele obedeceu com certa relutância, Alycia fechou a porta e entrou rapidamente dando partida no carro. 

***

          O caminho até sua casa foi um turbilhão de emoções! Joseph lembrou-se do motivo de estar bêbado, chorou novamente e depois de um tempo, pediu que ela ligasse para Demi. — Venha, vou te levar para dentro. 
— Essa não é minha casa. — Joe piscou um pouco para conseguir focalizar bem aquela garagem. 
— Acertou em cheio! Essa é a minha casa.
— Você me trouxe para sua casa? — Ele arqueou uma das sobrancelhas. 
— Apenas até você estar sóbrio, o.k? Não poderia deixa-lo voltar desse jeito sozinho, ficaria preocupada e é muito perigoso! — Explicou enquanto o guiava para dentro da casa.

— Onde estamos indo?
— Vou colocar você no chuveiro.
— Eu não quero! — Alycia riu pela primeira vez e Joe encarrou ela com curiosidade. 
— Me lembre da próxima vez de tirar a maldita garrafa das suas mãos! — Ela abriu a porta do banheiro e empurrou Joe para dentro. — Certo, como vamos fazer isso?

— Fazer o que?
— Tira sua camisa.
— Me desculpe, mas eu só fico pelado na frente da minha mulher! — Alycia tentou segurar o riso, mas foi impossível e novamente Joe encarrou ela confuso. 
— Não se preocupe, não tenho nenhum interesse em vê-lo pelado. — Ela olhou nos olhos dele por alguns instantes e acabou por convence-lo. Joseph desabotoou alguns botões de sua camiseta, agarrou a barra e puxou para cima. Alycia não resistiu e reparou bem no porte físico que ele tinha, Joseph era realmente um homem bonito! 

— Você acha que consegue se virar sozinho lá dentro? — Ela apontou para o box. 
— Uma cadeira... não posso molhar a prótese. — Ele disse um pouco sonolento. 
— Está tudo bem? — Alycia segurou o rosto dele e Joe piscou algumas vezes. 
— Estou cansado.
— Vou pegar sua cadeira, não saia daqui. O.k? — Joe assentiu e Alycia saiu rapidamente atrás de uma cadeira de plastico. Quando ela voltou, Joe estava apenas se cueca e cochilava com a cabeça encostada no azulejo frio do banheiro. Seu coração se fez em pedaços! Ele tinha um bom coração e vê-lo quebrado daquela forma era muito cruel. 

— Ei, acorde. — Ela disse docemente e cutucou-lhe um dos braços. — Consegui sua cadeira. 
— Obrigado. — Disse despertando. 
— Tem certeza de que consegue sozinho?
— Sim.

— Vou espera-lo do lado de fora. Quer que eu te faça algo?
— Liga pro meu irmão.
— Qual deles? — Ela sabia que ele tinha dois irmãos.
— Kevin.
— Certo, ligarei agora mesmo. — Alycia assentiu e encostou a porta. 

          Joseph tremeu debaixo da água fria do chuveiro, aos poucos recobrava sua consciência e sentia-se mal por ter dado tanto trabalho para Alycia! Nunca havia se comportado daquela maneira e aquilo era algo vergonhoso. Permaneceu ali durante algum tempo, levantou-se com cuidado, pegou a toalha e secou-se. Ele saiu do banheiro e caminhou com receio de onde deveria ir, mas logo encontrou Alycia. — Entre, por favor. — Ela estava em um dos quartos, parecia ser o quarto dela. — Seu casaco estava sujo, então coloquei para lavar. O.k? — Joe apenas assentiu — Aqui tem um remedinho e um suco, tome. — Ele tomou prontamente, bebeu todo o suco e entregou o copo. — Está melhor?
— O suficiente para saber que fiz merda!
— Está tudo bem, todos temos nossos momentos.

— Eu me sinto envergonhado!
— Não tem necessidade, Joe. — Ela riu baixinho.
— Eu disse muita coisa?
— Nem tanto. — Alycia fez uma careta e Joe sorriu fraco. — Chega de lamentação, o.k? Vista-se, seu irmão chegara logo. — Ele segurou no braço dela impedindo-a de sair. 

— Obrigado. — Joe abraçou Alycia, ela retribuiu um pouco envergonhada pela "quase nudez" dele! 
— Joseph.
— Sim?
— Você ainda está...
— Oh sim, sim! — Ele afastou-se ruborizado e ela saiu rindo. 

           Kevin chegou rápido, ele estava sozinho e assim que olhou para Joseph soube que ele havia tido um daqueles "maus momentos". — Sinto muito se meu irmão lhe causou algum inconveniente. — Kevin disse. 
— Não foi nada, somos amigos e isso faz parte. — Ela sorriu. 
— Você ouviu ela, certo? — Joe arqueou uma das sobrancelhas. 
— Entre no carro, moleque! — Kevin bagunçou os cabelos de Joe e ele revirou os olhos. 

— Desculpe-me mais uma vez. — Disse ao despedir-se de Alycia. 
— Não faça mais isso e estaremos quites. — Ele assentiu — Devolvo seu casaco amanhã, o.k? 
— O.k. — Joe sorriu uma ultima vez e foi diretamente para o carro. 

— Quer dizer que Demi é o problema?
— Sim, foi o que ele disse.
— Obrigado por me ligar e contar o que houve. — Ele agradeceu com sinceridade — Vou ficar de olho nele e principalmente, nela também. Joseph já teve o suficiente, na verdade... todos nós já tivemos! 
— Acredito que sim.
— Obrigada novamente. — Alycia apenas assentiu — Eu te ligo para avisar assim que entregar ele sã e salvo em casa. — Kevin riu e despediu-se. — Até mais. — Acenou antes de entrar no carro e Alycia 
fez o mesmo antes de entrar em casa novamente. 

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EU TÔ MUITO FELIZ, VOCÊS NÃO FAZEM IDEIA!
boa noite meninas, tudo bem com vocês? espero muito que sim. ontem foi um dia intenso e finalmente consegui escrever boa parte do capítulo que estava entalada aqui dentro. pode não parecer, mas estive trabalhando muito nele nesses últimos dias e saiu! sdjsdj  nem sei o que dizer, então espero que me digam a opinião de vocês.
respostas aqui e aqui
voltarei assim que puder, beijos.

5 comentários:

  1. Aí Caramba,Mamacita,Dío Mío, Por Díos,OMG, Foi tudo jogado na roda pelo menos a maior parte,Que ódio da Demi como ela faz o Joe se sentir assim, porque ela faz isso com ele, ele não merece quero que ele faça ela pagar por cada mentira e falta de confiança no Joe e na relação deles, o Joe tá sofrendo tanto que aumenta meu ódio e desprezo pela Demetria, Alycia amor de pessoa ainda bem que o Joe tem ela e o Kevin se eu podesse dava uma bela surra na Demétria pra ela deixar de ser tão paga pau, filha da mãe, idiota, babaca,fingida,mentirosa, Vaca,egoísta, egocêntrica,..., ela nem pensou em como o Joe se sentiria em como ele iria reajir e nem pensou no sentimentos dele caramba e nem no que tá fazendo com a relação deles

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  2. Sinceramente esse capitulo me fez ficar irritada com o Joe! Estava do lado dele ate agora, mas poxa quem ele acha que é pra impor uma decisão sober a carreira da Demi, serio?! Ele é MARIDO, não chefe e dono da vida dela. Eles são um casal, mas a vida profissional dela, cabe a ela, John é outro! Ela ta errada em nao ter confiança no Joe? Sim, mas caralho, essa atitude ridicula do Joe so mostra o porque dela não contar, não vejo o Joe como coitadinho, mas que ele deve entender que a carreira profissional da Demi cabe a ela, e como é imporssivel fazer um album audiovisual, porque ela nao pode estar entre os holofotes?????! Por favor kkkk! Que estupido essa atitude dele, tem quantos em pensar em revidar? Existe algo chamado dialogo, estão árecendo dois adolescentes, ate a Sabrina é mais madura que os dois e do que o Joe. Cara ela esta confiante, quer inovar! Me poupem, o John e o Joe! A Denise é mãe mas ok, a Demi não é a vilã aqui, e essas atitudes só mostram o porque da Demi não ter contado antes. Enfim esse capitulo me fez ter um misto de emoções kkkk! Espero que a Demi arrase com esse novo album e mostre que ela é maravilhosa e não vai ser esse bando de macho que vai falar ao contrario, e que ela aprenda que esta em um relacionamento e o Joe deve ser seu maior conselheiro pra tudo, mesmo que ele nao goste de certas atitudes ela deve ser sempre honesta! Parabens por esse capitulo, amo historias que façam sentir algo seja felicidade, raiva ou tristeza e Broken frame faz isso comigo!!! Ja quero o proximo capitulo, e to quase pra dar na cara do Joe kkkkk! E meu voto ja ta garantido pra essa historia!!!

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  3. Então meu ódio com Demi segue firme e forte por ela simplesmente ter escondido coisas do marido (coisas importantes)
    Também tô com raiva do Joseph por motivos de ele ter enchido cara e ter precisado de uma mão "amiga" que ainda acho que vai fuder o casamento deles
    To com raiva de todos menos daquelas crianças lindas
    Quero mais flashbacks obg de nada
    Posta logooo
    Bjs

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  4. Q putaria essa alycia
    Vagabundo dando em cima dele
    Olhando o corpo dele
    Ele é da demi
    Joe, chega de viadagem

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  5. Joe é um marido e tanto
    Como ele faz praticamente tudo a Demi fica assim é nem percebe ��

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