Eu nunca pensei que esse dia fosse chegar, mas ele chegou e sinto que preciso fazer isso. Não foi uma decisão fácil, fiquei tentando adiar o máximo possível, mas infelizmente não consegui. Começo pedindo desculpas por fazer isso sem aviso prévio, não era minha intenção, mas simplesmente não consigo! O bloqueio não vai embora e não é um bloqueio qualquer, estou passando por alguns problemas e estou em conflito comigo mesma. Sou uma garota de 19 anos e não faço ideia do que fazer da minha vida, nada acontece e por mais que eu tente, sempre acaba do mesmo jeito. No meio disso tudo surgem as cobranças das pessoas e por mais que elas tentem disfarçar, estão dizendo: "Garota, faça alguma coisa da sua vida!" Eu também me cobro, estou cansada de sentir como se estivesse fadada ao fracasso. Cansada de pensar na minha vida e sentir que tudo é uma grande conspiração para que eu quebre minha cara de novo e de novo. Cansada de decepcionar as pessoas! Eu não posso e nem quero decepcionar ninguém, por isso estou me afastando. Não quero que pensem que não me importo, eu me importo, mas não estou conseguindo escrever e eu amo fazer isso, amo mais do que qualquer outra coisa no mundo! Não quero fazer nada de qualquer jeito, nada menos do que perfeito, vocês merecem algo realmente bom. Quero que saibam que não é um hiatus permanente, vou tirar esse tempinho para estudar e correr atrás de algo para o futuro. Voltarei assim que for capaz de escrever algo novamente, quando sentir que esse fardo está menos pesado e... Acho que é isso, me desejem sorte! Amo muito vocês e arrisco dizer que já sinto saudade. Com amor, Jéssie.

30/12/2014

Capítulo 5

sigam e persigam o blog das divas ;)




          O quarto era grande e parecia aconchegante. Elton deixou o garoto lá para que ele se instalasse e conhecesse melhor o ambiente onde Joe passou boa parte da vida. Nas paredes haviam pôsteres da banda Guns N' Roses, The Beatles e entre outras. Mas apenas uma das paredes não estava coberta... ali, bem pertinho da cama, havia uma bela pintura. Chegando bem perto, ele percebeu que os traços eram de sua mãe... havia um casal de mãos dadas na praia, uma praia escura! "Ela gostava mesmo dele". — Ariel pensou e em seguida sentou-se na cama pegando o violão que estava ao seu lado. Ele retirou o instrumento da capa de proteção, mas aquele não era seu violão... era o de Joe. Posicionando o instrumento ele arriscou um trecho de Perfect — Simple Plan. O som não soou como ele desejava, então ajeitou as cordas como queria e tentou novamente. — I try not to think. — Ele cantarolou. — About the pain I feel inside... — Por um segundo o outro trecho da musica lhe fugiu da mente, mas ele logo se recordou. — Did you know you used to be my hero— Mais um acorde e Joe entrou no quarto. Ariel olhou para ele assustado e com medo ao mesmo tempo, será que ele iria brigar com ele?

— Vim ver se gostou do quarto.
— Gostei sim, ele é... confortável. — Joe se sentou ao lado dele e encarrou a pintura de Demi. — Sobre seu violão... 
— Ariel, você não precisa ter medo de mim. — Ele disse calmamente. — As capas são iguais e facilmente pode-se confundir, sem problemas. O que você estava tocando? 
— Simple Plan, mas não estava soando bem.
— Esta faltando uma corda, ela acabou arrebentando enquanto eu tocava... Patience, conhece?
— Guns N' Roses, você é um grande fã. — O garoto observou e sorriu sem mostrar os dentes. 

— Você gosta?
— Eu tenho vários cantores favoritos, pois facilmente me identifico com as musicas e acabo aprendendo tocar, pois... — Deixou a frase morrer. 
— Continue, por favor.
— É como eu me sinto e Tia Taylor disse que devemos estravassar de alguma maneira, por isso eu toco e canto de vez em quando. — E você fuma. — Pensou o garoto. 
— Qual sua musica favorita atualmente?
— Esta usando psicologia reversa comigo? — Ele arqueou uma das sobrancelhas e Joe ficou num beco sem saída! — Esta querendo saber como me sinto? 
— Se você quiser me responder... sou todo ouvidos, eu quero concertar as coisas.
— Pare! — Ariel abandonou o violão e ficou de pé o encarrando. — Já começou da forma errada, o.k? Mentindo. Eu odeio mentiras e promessas, sabe o motivo? Um dia você saiu pela porta da minha casa e disse que voltaria, prometeu... mas não cumpriu! Qual a garantia que o senhor me dá de que não vai fazer o mesmo? — Disse tudo baixinho. — Se você me der um bom motivo... eu posso pensar em lhe dizer como me sinto. 
— Eu mudei, Ariel... você não faz ideia do quanto.
— Ariel, seu avô... o que estão fazendo rapazes? — Demi olhou para Joe e o filho. 
— Conversando sobre música. — Joe por fim se levantou. — Pense no meu bom motivo, o.k? Seu violão esta no quarto de hospedes, pode ir pega-lo depois. O almoço está pronto, não é mesmo? Vou tirar esses sapatos e vejo vocês lá em baixo. — Ele saiu. Ariel sentou-se na cama, apoiou os cotovelos nos joelhos e o rosto nas mãos. 
— O que houve, filho?
— Ele queria saber como me sinto, mas como posso dizer se nem eu sei. — Disse com a voz embargada. — Não entendo, ele disse que quer concertar as coisas, mas eu sinto que essa decisão não partiu dele, sabe? Ele me parece inseguro. 
— Vocês ficaram muito tempo sem se ver e é normal que você se sinta assim, o.k?
— O.k. — Limpou uma lágrima teimosa e forçou um sorriso. — Vamos, eu não quero que vovô fique lá plantado na cozinha.


**


          Demi e Ariel trocaram de roupas e desceram juntos. Na sala de refeições, Elton e Joe falavam animadamente sobre Ariel. O garotinho sentiu-se envergonhado e abraçou a perna da mãe. — Venha aqui, rapazinho. Quer dizer que você toca piano? Conte tudo ao seu velho avô. — Ele se sentou ao lado de Elton, obrigando assim Demi a se sentar ao lado de Joe. 
— Eu toco, mas não conclui todas as aulas... tive de mudar de escola e na atual não tenho aula de música. — Suspirou entristecido, não tinha sido nada fácil essas transições! 
— Não fique triste, creio que poderei lhe ensinar nesses dois meses

— Dois meses? — Demi franziu o cenho. 
— Joseph, você não contou a ela? — Joe negou e recebeu um olhar mortal de sua esposa de mentirinha. 
— Eu os convidei para passarem dois meses, mas não disse o motivo... pois queria vocês aqui para esclarecer tudo.
— E qual seria o motivo?
— Eu pretendo me casar novamente. — Elton sorriu. 
— EU SABIA... SABIA! — Joe levantou-se e foi dar uns tapinhas nas costas do pai. — Sua voz estava muito melosa ao telefone... SEU BOBO APAIXONADO. Oh, céus... Isso merece um brinde. CHAVIER! — Demi riu baixinho consigo mesma, coitado do rapaz. 

— Sim, senhor.
— Traga-nos o melhor champanhe que tiver. — O rapaz assentiu e saiu rapidamente. 
— Joe, você esta exagerando! — E Elton tinha razão, sabia que ele não comemoraria quando soubesse quem era sua nova cara metade. 
— Não estou, não é mesmo Demi?
— Joe está feliz por você, assim como nós... você realmente merece! É digno de uma boa companhia, meus parabéns. Ela apertou a mão dele sobre a mesa e sentiu um estranho arrepio, olhando para Elton ela viu tristeza estampada em seus olhos e ficou confusa. 
— Obrigado, querida.
— Estou ansioso para conhece-la, quem é a mulher de sorte? — Chavier trouxe a garrafa e as taças, para Ariel um suco de frutas. O garotinho sorriu e fez um sinal positivo com a mão direita. A pergunta ficou sem resposta, mas Joe nem percebeu... logo começou a falar animadamente novamente. 


01h00 da madrugada


          Demi conseguira fazer Joseph dormir no chão, pois ficou lhe enchendo até umas horas! Joe não se via com um pingo de paciência depois de tentar passar a tarde com Ariel. O garoto o ignorou o tempo todo e preferiu brincar de bola com o avô do outro lado da rua... na areia da praia. Agora ele estava completamente sem sono e sentia vontade de fumar, mas tinha certeza de que acordaria Demi! Seus cigarros estavam guardados na gaveta do criado mudo que estava ao lado dela e mesmo que ele pudesse teria de ser fora da casa, pois lá haviam detectores de fumaça por toda a parte..  menos na varanda. Levantando-se devagar, Joe saiu e foi até a cozinha assaltar a geladeira! Chegando quase que perto da geladeira, ele ouviu alguém ao telefone... era seu pai. 
— Sim, eu dei a noticia... mas não do jeito que você está pensando. — Elton suspirou. — Eu consigo prever o caos! Tenho certeza de que ele não vai aceitar, definitivamente não. Calma? Como posso ter calma num momento come este?! Eu sei, eu sei... desculpe-me, mas eu conheço o filho que tenho. Ai, meu amor... Se minha estivesse aqui, ela apaziguaria todos e ficaria tudo bem. Ela era minha melhor amiga, Dan. Sim, preciso trabalhar numa forma de dizer isso e sim, prefiro que você não esteja aqui. Será melhor assim, o.k? Preciso desligar, alguém pode me ouvir. Um beijo e sim, eu também te amo. — Elton desligou e ficou encarrando o aparelho por breves segundos. 

— O que esta fazendo ai parado? — Ariel assustou Joe ao ponto dele derrubar um dos copos na cozinha. Em questão de segundos Elton apareceu, ele estava um tanto desconfiado. 
— Algo de errado rapazes?
— Viemos tomar leite. — Disseram em uníssono e se entreolharam. Elton caiu na gargalhada e assentiu aliviado. 
— Ah bom, vocês me assustaram. 
— O que fazia ali no escurinho perto dos mantimentos? — Joe indagou. — Estava falando com a futura Sra. Jonas? 
— Oras, isso não é da sua conta. — Disse num tom brincalhão e Ariel riu do avô. 

— Pois bem, como vão querer o leite?
— Não se preocupe, eu preparo. Vá descansar, Sr. Namorador.
— Joseph Jonathan Jonas, eu exijo respeito!
— Tá legal, tá legal. — Elton se aproximou de Joe e lhe deu um beijo na testa. 
— Cuide bem do garoto, eu vou descansar... vejo vocês no café da manhã nove horas em ponto! Boa noite.
— Boa noite. — Eles responderam em uníssono. 

— O que estava fazendo aqui?
— Eu vim fazer um lanche, pois não consigo dormir... sua mãe me colocou para dormir no chão! E você?
— É a primeira vez que durmo fora e não consigo dormir. — Joe franziu o cenho surpreso com a revelação do garoto.
— Você nunca dormiu na casa dos seus avos maternos?
— Não, mamãe gosta de me manter por perto e eles vão na minha casa quase todos os dias, então muitas vezes eles quem dormem lá. 

— Quer um copo de leite? Tenho certeza de que assim você vai se sentir em casa.
— Quero. — Joe encheu dois copos de leite e esquentou no microondas. Eles beberam lado a lado e também comeram alguns cookies de chocolate. — Posso te pedir segredo sobre os cookies? Mamãe não me deixa comer doce de noite, ela diz que não faz bem. 
— Eu não direi nada. — Joe lhe estendeu a mão e eles trocaram um aperto. 
— Obrigado.
— De nada. — Ele levou os copos para a pia e começou a lava-los. 

— Estava espiando o vovô?
— Não, eu só cheguei e achei bom não fazer barulho para atrapalha-lo na ligação.
— Ah, pois pra mim parecia que você estava espiando. — Joe colocou os copos no escorredor, se virou para Ariel e riu baixinho. 
— Eu sou curioso, o.k? Realmente não me sinto confortável sabendo que escondem coisas de mim e seu avô esta. — Ariel arqueou uma das sobrancelhas. — Sim, espiei! Mas não foi intencional, eu juro.
— Sabia!
— Que tal ir para a cama, hein? Esta tarde. — Joe se aproximou. 
— É uma boa ideia, mas ainda não estou com sono. — Ariel lhe estendeu os braços pedindo seu colo, Joe pegou o garotinho e o levou pro quarto. O coração batia descontroladamente e um sorriso bobo logo surgiu em seus lábios. Ele entrou, colocou Ariel na cama e se sentou ao lado dele. 
— Olhe pro teto, consegue ver? — O garotinho fixou os olhos no teto e viu pequenos detalhes brilhantes no teto... eram estrelas! 
— Sim, são estrelas. — Ariel bocejou. 
— Agora tente conta-las, acredito que até lá você estara com sono o suficiente.

— Qual o motivo de ter um céu no seu quarto?
— Assim eu me sentia mais perto da minha mãe. — Joe sorriu com a lembrança. — Ela era astrónoma e sempre me contava  historias sobre estrelas, planetas e tudo mais. Adorava quando ela me levava no observatório, víamos milhares de estrelas. 
— Ela é um anjo agora. — Ariel segurou sua mão. 
— Obrigado. — O garotinho bocejou novamente e Joe se levantou. — Eu vou indo, vou deixa-lo descansar. 
— De nada, boa noite. 
— Boa noite. — Joe levantou-se, encostou a porta e caminhou em direção ao seu quarto. Sentia algo que era impossível de descrever! Quando ele abriu a porta assustou-se, pois Demi estava sentada na cama esperando por ele? Sim, ela estava esperado!

— Como foi com ele? — Ela parecia aflita. 
— Você estava espiando? 
— Acordei de um sonho terrível e fui ver se ele estava bem, mas Ariel não estava no quarto. — Demi respirou fundo. — Fui até as escadas e ouvi vocês conversando, mas não fiquei muito tempo lá.
— Correu tudo bem, Demi. Conversamos sobre coisas normais, mas eu não entendi uma coisa. — Ele se aproximou e se sentou na ponta da cama. — Qual o motivo de você não deixar ele dormir na casa dos seus pais? 
— Eu sou extremamente protetora com ele! Se você estivesse no meu lugar entenderia... eu não posso perde-lo. — Pois, eu já perdi você. — Ela pensou e suspirou. 
— Quer contar sobre seu pesadelo? 
— E você se importa? — Joe respirou fundo, sentindo-se frustrado! Ele realmente ficou preocupado com ela e sua expressão aflita. Agora, ele se perguntava se algo de ruim já havia acontecido com Ariel e ela não lhe contara. 
— Quer saber... deixa pra lá, finja que eu não lhe perguntei nada. — Ele voltou pro chão, deitando-se no edredom. 

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ULTRAVIOLENCE, ULTRAVIOLENCE 
ouço sirenes, sirenes kkk voltei anjinhos, sentiram minha falta? eu SENTI muito a falta de vcs, o.k? vcs não tem noção. esse capítulo foi difícil de escrever, pois não sabia o que colocava nele, mas decidi colocar uma conversa do joe com o ariel por motivos de que... EU QUERIA MUITO ISSO! porém não se animem ainda, tem muita coisa pra acontecer, traduzindo = muita treta! espero que tenham gostado. não sei se posto mais ainda esse ano, então... FELIZ ANO NOVO (adiantado)  OBRIGADO POR FAZEREM DO MEU 2014 UM DOS MELHORES ANOS DA MINHA VIDA! amo vcs  estou respondendo os comentários, blz? bjos.  

 

e meus sentimentos, como ficam?

27/12/2014

Resposta para Milena

Para quem quer entender a história clique aqui e leia o comentário dela.
Vamos lá...
Milena, eu sei (COMO SEI) o que é passar por uma experiencia traumatica como o bullying e entre várias outras. Não é o tipo de coisa que você esquece com facilidade, não é algo que você controla... mas vai passar, isso eu garanto. Hoje com meus 16 anos de idade já parei e refleti várias vezes sobre minha história... acabei chegando a conclusão de que as pessoas que me humilhavam tinham sérios problemas! Assim como as pessoas que fizeram (fazem) isso com você, elas são tão fazias e pobres de amor... não merecem nem o seu despreso. E vale lembrar, algo muito importante... Nunca, jamais de ouvidos as coisas idiotas que essas pessoas lhe disseram (dizem), pois essa é a passagem para o fundo do poço! Dei ouvidos e acredite, foi muito pior. Eu já pensei uma vez como seria se eu morrese... foi assustador! Por um lado estaria livre de um sofrimento, mas por outro lado estaria fazendo pessoas importantes pra mim sofrerem pela minha perda... e cheguei a uma conclusão: por mais que seja dificil e por mais que você queira morrer ainda existira pessoas que faram você ficar! Sempre vai existir, nem que for apenas uma. Pense nisso quando sentir vontade de se cortar, o.k? Você descobrira que existem muitos motivos para você ficar. Sobre sua amiga, sinto muito... mas tenha certeza de que ela continua sempre com você... sendo seu anjo da guarda ❤ zelando por você. Ah, ia quase me esquecendo... não deixe de comer, não descuide da sua saude! Eu quase morri por fazer essa burrada. Se você quer perder alguns quilinhos faça isso de um modo saudavel, existem muitas formas... como R.A (rerducação alimentar) mas nunca, jamais faça isso por causa de outra pessoa, faça por você... pelo seu bem estar e pela sua auto estima! Vou terminar lhe dizendo algo que me disseram uma vez... você é mais forte do que pensa e em algum momento você vai descobrir isso. Tenha fé! Saiba que você pode sempre contar comigo e com as meninas aqui do blog, tenho certeza de que nenhum dos meus anjinhos irá deixar você desamparada. Você é linda do seu jeito e dane-se o que os outros dizem... eles sempre continuaram sendo os outros! Um beijo e um forte abraço.

* se tiver algum erro de escrita ou algo do tipo me perdoem, são duas e pouco da manhã e estou pelo celular.

25/12/2014

Capítulo 4 + Personagens

estou respondendo todos os comentários aos poucos, ainda sinto mta dor :(
pretendo ir ao médico em breve, eu realmente não aguento mais! agradeço a compreensão e o apoio de todos vcs. FELIZ NATAL o/


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          Depois de ajeitar as malas no carro e guardar o violão de Ariel, Joseph entrou no carro e deu partido no veiculo. Demi estava sentada ao seu lado e parecia estar calma, Ariel estava com expressão indecifrável e não parava de encarrar o pai. Eles seguiram em silencio durante boa parte da viagem até  que Ariel resolveu falar.  — O que você faz da vida?  — Joe sorriu sem mostrar os dentes, finalmente! Demi recostou-se no banco e olhou para ele. 
— Tenho uma Editora.
— O que exatamente você faz lá?
— Fico sentado dando ordens e resolvendo problemas.  — Ariel balançou a cabeça. 
— Não se diverte?
— Faz anos que eu não sei o que essa palavra significa.  — Demi o encarrou e piscou um pouco descrente, mas pode ver algo por trás daqueles olhos... algo que ele não lhe contara, ainda! Por algum motivo ela estava curiosa.  — Mas eu trabalho com meu melhor amigo, então tem lá seus momentos de rir e fazer piadas, mas diversão pra valer... não. E você, o que anda fazendo da vida atualmente?  — O garotinho olhou para a mãe como se pedisse permissão, ele estava com medo de se envolver demais. 

— Ele estava fazendo aulas de piano. -Demi comentou.
— Oh, piano.  — Joe sorriu.  — É um belo instrumento, eu simplesmente adoro. Sei tocar, mas faz tempo que não o faço. Seu avô, meu pai, ensinou-me quando tinha sua idade... ele ficara feliz de saber isso. 
— Ainda falta muita coisa para aprender.  — Ariel fez careta. 
— Posso ensina-lo se quiser e seu avô irá adorar lhe ensinar alguns truques, não tenha duvidas.
— O que acha disso mamãe? 
— Eu acho uma ideia maravilhosa, seu avô é realmente muito bom no que faz e Joe aprendeu com o melhor.
— Só espero que seja verdade.  — Ariel sussurrou baixinho para si mesmo e olhou a paisagem que passava como que borrões pela janela. Joe ouviu, jurava que ouviu! Ele se sentiu estranho, triste? Talvez. Seu filho definitivamente o odiava e ele não podia o culpar por isso, ele era o único culpado! Agora sentia-se nervoso, as mãos soavam a tremiam um pouco. Ele tinha vontade de fumar, uma vontade incontrolável, mas não faria isso ali... tinha certeza de que Demi o jogaria para fora do carro se o fizesse, ela havia parado com qualquer tipo de substancia quando engravidou. Ela temia que o filho nascesse dependente de algo, mas graças a Deus nada o aconteceu! Ariel era um garoto muito saudável e esperto, pelo que ele observou.

— Você esta bem?  — O garoto balançou a cabeça, não sabia o motivo de se importar tanto! A pergunta de Ariel o despertou de seus pensamentos e ele assentiu.
— Sim, ótimo.
— Você esta tremendo, não é mesmo mamãe?  — Assim que Demi olhou para ele soube exatamente o que era aquilo e logo o questionou com um olhar nada agradável.
— Apenas cigarros, eu juro. — Ela suspirou aliviada.  — Se importa de pegar um chiclete pra mim? Esta no porta luvas. Quer chiclete, Ariel?
— Que sabor é isso?
— Menta, meu favorito.
— O meu também, eu quero!  — Disse animado até demais, mas logo acanhou-se. Joe sorriu para ele. Demi entregou o chiclete para Ariel e precisou colocar o de Joe na boca, os lábios dele tocaram de leve os dedos dela!

— Obrigado.  — Ele a olhou de canto e pode ver que ela estava de cabeça baixa, talvez estivesse tentando ignorar alguma lembrança... ele tinha certeza de que estava! Demi realmente tentando ignorar uma lembrança... uma lembrança que um dia foi sinonimo de felicidade. O terceiro encontro com Joe, um piquenique no parque... fora bem divertido, ele colocara a cabeça em seu colo e enquanto ela lhe dava morangos na boca, falava sobre seus planos para o futuro. O que obviamente não havia se realizado, por parte dele! Desde de que o conheceu, teve certeza de que ele era o homem de sus vida, o futuro pai de seus filhos... mas não foi bem assim, não é mesmo? Uma lágrima teimosa insistiu em descer, mas Demi logo a eliminara. Ela olhou para Joe de canto de olho e viu que ele a encarrava! Quando ele pensou em abrir a boca para se dirigir a ela, Demi ligou o rádio o interrompendo bruscamente. Mas a situação piorou, pois We Found Love da Rihanna começou a tocar... aquela era a musica deles, era.


Turn away cause I need you more
Feel the heartbeat in my mind


Algumas Horas Depois
Miami Beach - Casa dos Jonas

          Joseph buzinou freneticamente anunciando a chegada triunfal da família feliz, Elton logo apareceu correndo na entrada da casa todo sorridente. Assim que estacionou o carro na garagem, Joe desceu e abriu os braços para receber seu pai.  — Céus, senti tanto sua falta.  — Ele desabafou.  — Me perdoe, por Deus, me perdoe?
— Filho, eu te amo e você sabe que não precisa pedir perdão.  — Elton beijou-lhe a testa.  — Estou tão feliz que tenha vindo com sua família.  — Ele se voltou e viu Demi a poucos passos dele, ela sorria. Elton fez o mesmo e foi abraça-la, Ariel só observava.

— É tão bom estar aqui.  — Ela admitiu entre lágrimas.  — Desculpe-me, o.k?
— Não precisa pedir desculpas, minha querida.  — Ele segurou suas mãos.  — Olhe só para você, está linda e crescida! Você é um dos motivos pelos quais me orgulho de Joe.
— Obrigado e você continua maravilhoso como sempre foi!
— Essa é a forma educada de dizer que estou velho?
— De jeito nenhum! — Demi riu e sentiu Ariel abraçar sua perna, ele era tímido. — Antes que ele fuja, Elton este é Ariel. Filho, seu avô quer conhece-lo! — Ela acariciou os cabelos do garoto e logo convenceu-o de largar sua perna.
— Oi vovô. — Os olhos de Elton se enxeram de lágrimas e logo ele estava abraçado ao garotinho. Seu sonho finalmente se tornara realidade! Demi a essa altura do campeonato já se acabava em lágrimas, Joe se aproximou e passou um de seus braços em torno dela. Foi estranho, mas logo ela se deu conta de que isso aconteceria muitas vezes, entre outros atos de carinho que teria de encenar, por isso não se afastou. Depois daquele momento terno, Elton os guiou para dentro de casa, enquanto tagarelava animadamente com o neto.

— Sejam bem vindos de volta, não reparem na bagunça, o.k? Eu achei faz uns dois dias.
— Não precisava ter tanto trabalho, Elton. — Demi balançou a cabeça.
— Sei o quanto Joe gosta daqui, mas de qualquer forma é bom estar de volta. — Sorriu. — Esta casa esta cheia de lembranças felizes e esse ar puro da praia me faz muito bem. Sem contar que na virada do ano novo teremos uma vista privilegiada para a queima de fogos! — Disse animado.
— Eu gosto de fogos. — Ariel comentou e Elton riu.
— Estou tão feliz que vocês estejam aqui, acho que vou dizer isso muitas vezes. — Disse sorrindo novamente. — Por favor, fiquem a vontade e Joe, pode deixar as malas que Chavier leva.... CHAVIER! — O rapaz apareceu, ele usava uniforme e tudo mais.
— Sim, senhor.
— Leve as malas pro quarto de hospedes. — O rapaz assentiu e Elton voltou sua atenção para o neto. — Você quer um quarto só pra você? O antigo quarto do seu pai esta vago, você pode ficar lá.
— Naquela bagunça? De jeito nenhum. — Joe protestou rindo.
— Diga-se de passagem que ele foi restaurado e limpo, mas está do mesmo jeitinho... até mesmo com seus posters de rock and roll.
— Eu fico lá, sem problemas. — Ariel viu nesse quarto uma chance de conhecer e entender melhor seu pai, pois percebeu nas poucas palavras que eles trocaram que ele queria se aproximar, Ariel só não sabia ao certo se ele queria ou estava sendo forçado a fazer isso. Ele estava com medo de se apegar e ser decepcionado, pois Joe um dia foi seu herói e agora estava mais para um vilão!

— Chavier as malas do garotinho vão pro antigo quarto de Joe. — O rapaz assentiu e subiu com as malas. — Veja só temos violões aqui. — Elton observou sorridente. — De quem são?
— Um meu e um dele. — Joe apontou.
— Um neto tocador? Eu só posso estar no céu! — Ele comemorou. — Bem, vou mostrar ao garoto o quarto, vocês fiquem a vontade para fazer o que quiserem. — Elton falou e logo subiu as escadas com o garotinho. Imediatamente, Demi retirou o braço de Joe que ainda estava em torno dela e respirou fundo afastando-se. Ele pareceu não se importar e saiu andando pela casa observando os retratos da mãe. Aquela casa estava realmente cheia de boas lembranças!

— Demorei, mas voltei mamãe. — Sussurrou baixinho e sorriu. Em sua cabeça ele já planejava ir visitar o tumulo da mãe, pois nas visitas anteriores ele não estava em si... não era o Joe que sua mãe conhecia! Agora, ela merecia ver o quanto ele mudou. Voltando o olhar para sala, ele viu Demi observando um quadro na parede. Ele não sabia ao certo sua expressão, mas não devia ser das melhores... pois aquele quadro eles haviam pintado juntos. Joe riu, oras... não levava jeito algum para pintar e com certeza seu sol estava parecendo um simples borrão acidental naquela linda paisagem que Demi fizera. Em seguida voltou o olhar para a poltrona de sua mãe e então lembrou-se de uma das ultimas conversas que tivera com ela.

**

          Denise estava bem debilitada e já não era possível encontrar um fio de cabelo se quer em sua cabeça! Joe chegou de uma festa completamente bêbado e bem doido, mas mesmo assim conseguiu ouvir a voz baixa e fraca dela o chamar. Ele foi até ela e se sentou ao seu lado, para sua surpresa ela sorriu. — Se divertiu?
— Muito. — Ele riu. — Como se sente?
— Eu estou bem e preciso conversar com você, por favor preste atenção. — Respirou fundo, juntando forças. — O meu dia esta chegando, filho e não tem como ignorar isso.
— Mãe, por favor.

— Eu vou ter de ir, você sabe disso, mas não quer encarrar. Este é o seu problema e eu temo por isso, meu filho. Você já é um homem e precisa criar um pouco de juízo.
— Mãe...
— Estou morrendo, Joe e preciso que você cuide do seu pai. Ele é forte, mas nem tanto... vai precisar de sua ajuda e do seu apoio para enfrentar o preconceito de muita gente. — O pai de Joe era um musico/cantor que era conhecido por não ter papas na língua. — Eu também quero que você se cuide e largue esse seu vicio. — Ela tossiu e apertou a mão dele, lagrimas rolavam soltas por seu rosto. — Pois se você não largar... um dia isso vai lhe custar muito caro!
— Eu já tentei e você sabe o quanto é difícil. — Mesmo estando bêbado, ele compreendia bem o que ela falava e procurava guardar cada palavra.

— É um sacrifico para você, eu sei... mas as vezes precisamos sacrificar a nossa felicidade por alguém que amamos muito. Eu já fiz isso, meu filho... agora me pergunte se tenho arrependimentos, vá em frente.
— Você tem arrependimentos?
— Nenhum, pois minha felicidade era vê-lo feliz... era participar desses momentos. — Denise sorriu fraco. — Prometa pra mim, por favor... prometa que vai fazer tudo o que lhe pedi, eu preciso ouvir isso.
— Eu prometo, mamãe.

**

          Joe foi pego de surpresa por uma pontada em seu coração, sentia tanto sua falta e quem lhe dera ter cumprido a promessa como o prometido. Ele caminhou até a área de fora da casa e acendeu um cigarro, entre uma tragada e outra, Joe segurava as lagrimas que ameaçavam sair. — Você deveria ter me contado. — Demi ficou ao seu lado e cruzou os braços.
— Por acaso você deu oportunidade? Deixe-me pensar... não, você não deu!
— Tem certeza de que você só fuma?
— Demi se eu estivesse cheirando não estaria nessa casa! — Ele se segurou para não se alterar. — Seria como sambar no tumulo da minha mãe, céus! Nunca mais o fiz e se quer saber estou muito feliz por isso.

— Só estava com medo, Ariel...
— Demi, eu sei que você se preocupa com ele e acredite, você não é a única. O.k? E não me venha com sua ironia de " passou a se preocupar só agora?" Por favor.
— Você não tem o direito de me censurar, o.k? Mas, obrigado... você me fez poupar a saliva! — Demi se virou e começou a caminhar de volta para dentro, mas logo voltou.
— Tem mais, não fique animadinho achando que vai dormir na mesma cama que eu!
— Não fique você molhadinha, querida. — Ele soltou a fumaça em seu rosto e riu. — Você não tem escolha, em breve alguns parentes meus ficaram hospedados na casa e acredite, não tem como botar um colchão no chão pra mim. Ou dorme comigo, ou dorme... você e eu, nos não temos escolha!
— Isso é o que vamos ver.


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porra' aquela lembrança da mãe do joe... quebrou meu coração! cara, foi profundo.
em breve terá mais lembranças esclarecidas e segredos revelados, HEHE!
OLHA A TRETA ROLANDO SOLTA ALI, QUEM GOSTOU?
personagens que não foram apresentados:
dianna - eddie < - pais da Demi, esses já apareceram
olly - dinah <- primos do Joe, eles vão aparecer apenas de passagem...
mas vão causar conflitos! MUAHAHAHA. espero que tenham gostado do capítulo. bjos'

  

vim abalar vcs, mores!


22/12/2014

Capítulo 3

230, JÉSSICA ESTA D-E-S-M-A-I-A-D-A! 

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          Demi se divertiu com o filho e com seus pais, por um breve momento ela se esqueceu da loucura em que havia se metido. Mas quando voltou para casa, aquela angustia voltou e respirar fundo não estava ajudando! O cheiro dele parecia estar por todo canto e ela não tinha para onde fugir. Ariel percebeu o quão estranha ela estava e não exitou em perguntar-lhe o motivo. — O que houve, mamãe? Você esta tensa. — Demi analisou a expressão preocupada do garoto e suspirou. 
— Seu pai esteve aqui em casa.
— Ele não é meu pai! — Ariel disse com firmeza, os olhos brilharam por causa das lágrimas que queriam descer. Droga!
— Bem, ele veio me pedir ajuda. — Ela media as palavras e tentava manter a calma. 
— Você não fez isso, fez? — O silêncio de Demi bastou. — Como pode?!

— Ariel, não estou fazendo isso por ele.
— Por quem, então?!
— Seu avô. — Ele ficou em silêncio. — Sinto muito ter tomado essa decisão sem você estar aqui, mas foi melhor assim. 
— Significa que vou vê-lo?
— Sim e vamos ter de conviver juntos como se fossemos uma família. — Ariel arregalou os olhos. 
— Mãe, isso é... coisa demais!
— Vai passar rápido eu prometo, sei que é uma loucura, mas eu amo seu avô e não suportaria destruir o sonho dele. — Demi abaixou a cabeça e tentou não chorar, mas foi impossível. — Nunca faria algo para nos prejudicar... sei onde estou pisando, pequeno. Eu só preciso que confie em mim, o.k? Vai dar tudo certo, vamos ficar bem. — Ariel levantou-se de seu lugar na mesa onde jantavam e foi abraçar-lhe. Ele sabia que Demi nunca se perdoara por tudo, no fundo ele sabia. 

— Tudo bem, mamãe. — Beijou-lhe as bochechas. — Eu confio em você, o.k? O meu problema é ele! Não tem como fingir ser filho daquele homem. 
— Ariel, por favor... não fale assim.
— Mamãe, ele teria de me dar um bom motivo para isso... tudo isso! Essas mentiras.
— E se, ele quisesse concertar as coisas?
— Ele já começou da forma errada. — Ele suspirou e olhou para a mãe. — Eu tenho medo dele, sabia? — Demi franziu o cenho e negou com a cabeça. — Não quero que ele nos magoe novamente, principalmente você. 
— Bebê, você não precisa se preocupar com isso... eu sei me cuidar.
— Sabe mesmo? — Franziu o cenho. 
— Claro que sim. — Ariel pegou o guardanapo que estava sobre a mesa e limpou-lhe os cantos da boca. 
— Você tem muito o que aprender.


Casa do Joseph, 05h00 da tarde


          Joe entrou em sua casa já se desfazendo das roupas e dos sapatos, seus pés estavam doloridos! Ele se jogou no sofá semi-nu e encarrou o teto por breves minutos, aquele silêncio que antes parecia agradável... se tornara perturbador! Por algum motivo ele se sentia triste, Demi o afetara e ele não esperada que isso acontecesse. Mas isso não era tudo... ver seu filho o matara completamente! Ariel crescera desde a ultima vez juntos, sem contar que seus cabelos pareciam mais escuros. Tornara-se uma cópia fiel dele, mas sem ele ali para acompanhar o processo. Seu coração apertou, ele suspirou e olhou para a mesinha de centro. Sentindo-se completamente derrotado, ele esticou uma das mãos e pegou o maço de cigarros. Entre uma tragada e outra ele deixou-se levar em meio a maré de lembranças. Lembrou-se de ter ensinado Ariel a tocar violão e então, pensou que seria uma boa forma de começar uma reaproximação. O estomago roncou e contra sua própria vontade, ele se levantou e foi até a cozinha fazer um lanche. Entre uma fatia de queijo e outra, o telefone apitou e isso significava que ele tinha mensagens. Esticando o braço, Joe tocou o aparelho e logo a voz de seu pai soou. — Oi filho, tudo bem? Estou ligando para confirmar sua vinda e gostaria muito que me retornasse a ligação, preciso de 100% de certeza, pois preciso ter uma seria conversa com você e aproveitar para lhe apresentar uma pessoa. Enfim, aguardo sua resposta. Um grande beijo, amo você. — Joe apagou o cigarro no cinzeiro e mordeu o sanduíche um pouco pensativo. A voz de seu pai soara tão doce e feminina?! Ele negou com a cabeça e apertou novamente o botão. 

— Cara, você já chegou? — Era Mickey. — Estou preocupado com você, sei lá! Diga-me que ela não quebro um vaso na sua cabeça, por favor. Enfim, me ligue quando puder. — Ele deu de ombros e deu um gole em seu suco. Novamente ele pressionou o botão, eram 3 mensagens. 
— Droga, eu só espero que ainda seja esse o seu numero. — Joe riu, era Demi. — Eu abri o jogo com Ariel e lhe contei tudo, menos a parte em que eu pedi que você concertasse as coisas. — Ela suspirou.— Ele não acredita que você realmente faça isso, mas eu espero que você prove o contrario! Se você machuca-lo novamente, eu juro que conto tudo ao seu pai... ai sim você terá motivos para nunca mais vê-lo! Passar bem. — Joe cerrou os punhos e os bateu contra a bancada, droga! Aquilo estava longe de ser uma tarefa fácil, esse garoto deveria odiá-lo e Demi não estava sendo nada amigável. Imediatamente ele ligou de volta para ela, acabaria com essa ignorância em dois tempos!

— Alô. — Era ela. 
— Oi esposa, sou eu. — Disse ironicamente. — Ouvi seu recado amigável e resolvi retribuir do mesmo modo. — Joe tragou. — Escuta aqui Demi, o fato de eu não prestar não lhe da o direito de me tratar desse modo, o.k? Chega, desse jeito não vamos nos suportar... Ariel não vai nos suportar! Enfim, agradeço por me ouvir. 
— Ligou apenas para dizer isso?
— Ah, tem mais.
— Diga logo, tenho mais o que fazer. — Joe bufou. 
— Acho que meu pai esta apaixonado.
— Não vai surtar com isso, vai?
— De modo algum, ele precisa de alguém... todo mundo precisa. — Assim veio um silencio desconfortavel para ambos e quando Demi pensou em desligar... Joe continuou. — Ele disse que precisa falar sério comigo, algo me diz que ele vai anunciar  o provável casamento e por isso nos quer lá neste natal. 
— Tudo bem, vamos nos preparar para essa provavel noticia.
— Estamos conversados, certo?
— Certo. — Demi bufou e desligou o telefone, sem ao menos dizer um "até logo". 


Dois Dias Depois
Casa da Demi, 06h00 da manhã


          Demi não conseguira dormir, pois estava nervosa com o reencontro de Joe com Ariel. Porém o garotinho começou aquele dia como outro qualquer, como se nada de tão extraordinário fosse acontecer. Nesses dois dias, Taylor estivera presente com eles, para bem prepara-los emocionalmente, novamente Ariel demostrou estar "normal" em relação a tudo... literalmente! Demi não sabia o que vestir, Joe ligara cedo e dissera que iriam para Miami. Elton tem uma bela casa a beira mar, é a favorita de Joseph e por isso escolhera aquele lugar para recebe-los. Demi estava entre um vestido ou um look casual, shorts, blusa e sandálias rasteiras. A campainha tocou o que lhe causou um tremendo desespero, ela já havia dispensado Kelly e não tinha escolha, a não ser ir lá abrir a porta. Ariel colocou a cabeça para dentro da porta do quarto da mãe e fez uma careta. — Ele chegou e... como você ainda não se aprontou?! — Revirou os olhos. — Pode deixar que eu atendo. 
— NÃO!
— Mamãe, você não tem escolha. — Ele sumiu de suas vistas e ela suspirou frustrada, sentia medo. Rapidamente ela vestiu o vestido, colocou as sandálias e começou a arrumar o cabelo. 

          No andar debaixo, Ariel respirou fundo antes de abrir a porta. Ele já havia sonhado com esse momento durante anos e também imaginara como seria isso, nessas condições. Mas agora, nada definia! Ariel havia se esquecido de como ter uma figura masculina tão próxima, ainda mais ele... seu pai. Joe sorriu fraco, mas ainda sim era um sorriso. — Oi rapazinho, tudo bem? — Ainda afetado com tudo, Ariel apenas assentiu. — Pensei que falasse. — Acariciou os cabelos dele, mas o garoto emburrou a cara. 
— Pensei que voltaria mais vezes pra me ver, mas estava enganado. — Sussurrou e fechou a porta. Joe já havia escolhido as palavras certas para falar, mas foi interrompido por Ariel. 
— MAMÃE, O JOE CHEGOU! — Subiu batendo os pés na escada de madeira. Demi sentiu seu coração apertar e teve certeza de que o de Joe se encontrava do mesmo jeito, a frieza na voz do garoto era evidente. Logo ele estava em seu quarto e Demi forçou um sorriso. — Já esta pronta?
— Sim. — Ela assentiu e fixou os olhos nele, Ariel andava de um lado para o outro. — Você o chamou de "Joe"?. 
— É o nome dele, oras. — Deu de ombros. — Quer ajuda com as malas? 
— Acho que ele pode nos ajudar com isso.
— Quer que eu chame?
— Não, pode deixar que eu vou. Vá até seu quarto e confira se pegou tudo, não esqueça seu violão. — Ariel assentiu e correu pro quarto. Demi respirou fundo antes de descer e assim que o fez, sentiu-se um pouco mais calma. Joseph estava de braços cruzados e cabeça baixa, parecia pensativo. Assim que a viu, quase que deixou escapar um elogio, mas mordeu os lábios. 

— Oi. — Foi tudo o que ele disse. 
— Bom dia. — Demi sorriu sem mostrar os dentes. 
— Oh, bom dia.
— Se preparou bem para a revelação?
— Acho que sim, quase não preguei os olhos.
— Nem eu, faz tanto tempo que não vejo seu pai... estou tão nervosa. — Ela não conseguira esconder um sorriso largo e feliz? Joe suspirou observando sua boca!
— Ele esta diferente, não sei explicar. — Ele coçou atrás da nuca e franziu o cenho. — Mas esta tudo bem, deve ter alguma mulher nisso tudo e eu vou adorar conhece-la. 
— Eu também. — Assentiu. — Bem, você pode me ajudar com as malas? — Sorriu um pouco sem graça. 
— Posso sim, onde estão?
— Na porta do meu quarto. — Apontou para o lance de escadas, Demi subiu na frente e ele logo atrás observando as obras de arte penduradas ao londo do caminho. Todas incrivelmente lindas! 

— Foi você que pintou estes quadros?
— Sim, não repare muito.
— São muito bons, eu gostei. — Demi balançou a cabeça e riu. 
— Obrigado, eu acho. — Joe riu baixinho consigo mesmo e continuou a segui-la, apesar de conhecer bem o caminho. Chegando no quarto ele bateu bem os olhos lá e não notou quase nada de diferente, apenas a cor das paredes. Demi olhou para ele e apontou para as malas. 
— Estão aqui. — Ele balançou a cabeça e se inclinou para pegar as malas. — O garoto já está pronto? — Sua voz soou como se ele estivesse entristecido e Demi entendeu o motivo. Ela o odiava, isso era um fato, mas no fundo conseguia sentir sua... dor?

— Joseph, tenha paciência com ele.
— Eu aceitei sua condição, não aceitei? Paciência está incluída no pacote, Demi. — Joe forçou um sorriso.
— Eu já arrumei minhas coisas, mamãe. — Ele estava todo torto, pois o violão pesava!
— Deixe-me levar seu instrumento, você pode se machucar com tanto peso. — Ariel apenas assentiu e entregou para ele.
— Tenha cuidado. — Apontou o dedo para ele e Joe levantou um dos braços como se estivesse rendido. 
— Pode deixar, vou colocar no parta malas junto com o meu. — Piscou. — Podemos ir?
— Sim. — Eles responderam em uníssono. 


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olá anjinhos, tudo bem? eu ainda estou com mta dor, então... me desculpem por não responder os comentários :( se estiver alguém aguardando divulgação me lembra nos comentários, por favor. bem, voltando... gostaram do capítulo? eu particularmente estou amando escrever essa fanfic e se depender da nicki minaj e seu novo álbum the pinkprint... eu vou continuar a escrever mais e mais! EU TO PRETÉRITA COM ESSA MULHER, MUITO PERFEITA ♥ espero que tenham gostado do capítulo, tanto quanto eu O/ aguardem o babado que vai ser o próximo capítulo, eu acho... rs. bjos, amo vcs


sambista!